{"id":4743,"date":"2025-02-27T17:28:59","date_gmt":"2025-02-27T17:28:59","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=4743"},"modified":"2025-02-27T17:30:33","modified_gmt":"2025-02-27T17:30:33","slug":"12-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=4743","title":{"rendered":"12"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"4743\" class=\"elementor elementor-4743\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8204c97 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8204c97\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-803cefe\" data-id=\"803cefe\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a1a44cf elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"a1a44cf\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Frognerseteren, Noruega \u2013 8 de setembro de 1933.<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c524127 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c524127\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-e10ebd0\" data-id=\"e10ebd0\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d95b43 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d95b43\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Pergunta<\/strong>: No outro dia falou da mem\u00f3ria como um impedimento \u00e0 verdadeira compreens\u00e3o. Tive recentemente a infelicidade de perder o meu irm\u00e3o. Deveria tentar esquecer essa perda?<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Expliquei no outro dia o que quero dizer com mem\u00f3ria. Tentarei explicar novamente.<\/p><p>Ap\u00f3s terem visto um lindo p\u00f4r do sol, voltam para vossa casa ou para o escrit\u00f3rio e come\u00e7am a reviver novamente esse p\u00f4r do sol, uma vez que a vossa casa ou escrit\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 como voc\u00eas quereriam que fosse, n\u00e3o \u00e9 bonita; portanto para fugir dessa fealdade regressam, na mem\u00f3ria, a esse p\u00f4r do sol. Criam assim na vossa mente uma distin\u00e7\u00e3o entre a vossa casa, que n\u00e3o lhes d\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o, e aquilo que lhes d\u00e1 grande prazer, o p\u00f4r do sol. Portanto, quando s\u00e3o confrontados com circunst\u00e2ncias que s\u00e3o desagrad\u00e1veis, voltam-se para a mem\u00f3ria daquilo que \u00e9 alegre. Mas se, em vez de se voltarem para uma mem\u00f3ria morta, tentassem alterar as circunst\u00e2ncias que s\u00e3o desagrad\u00e1veis, ent\u00e3o estariam a viver intensamente no presente e n\u00e3o no passado morto. Portanto quando se perde algu\u00e9m que se ama muito, porque h\u00e1 este constante olhar para tr\u00e1s, este constante se agarrar \u00e0quilo que nos deu prazer, este anseio de voltar a ter essa pessoa? Toda a gente passa por isto quando experimenta tal perda. Foge do sofrimento dessa perda voltando-se para a lembran\u00e7a da pessoa que morreu, vivendo num futuro, ou na cren\u00e7a na outra vida \u2013 que \u00e9 tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de mem\u00f3ria. \u00c9 porque as nossas mentes est\u00e3o pervertidas atrav\u00e9s da fuga, porque s\u00e3o incapazes de enfrentar o sofrimento abertamente, de uma maneira fresca, que temos que nos reverter \u00e0 mem\u00f3ria, e assim o passado invade o presente.<\/p><p>Portanto a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se devem ou n\u00e3o lembrar o vosso irm\u00e3o ou o vosso marido, a vossa mulher ou os vossos filhos; \u00e9, antes, uma quest\u00e3o de viver completamente, integralmente, no presente, embora isso n\u00e3o implique que sejam indiferentes aos que os rodeiam. Quando vivem completamente, integralmente, h\u00e1 nessa intensidade, a chama de viver, que n\u00e3o \u00e9 a mera impress\u00e3o de um incidente.<\/p><p>Como havemos de viver completamente no presente, para que a mente n\u00e3o seja pervertida com as mem\u00f3rias passadas e os anseios futuros \u2013 que s\u00e3o tamb\u00e9m mem\u00f3ria? Uma vez mais, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 como deveriam viver completamente, mas o que os impede de o fazer. Porque quando perguntam como, est\u00e3o \u00e0 procura de um m\u00e9todo, um meio, e para mim, um m\u00e9todo destr\u00f3i a compreens\u00e3o. Se souberem o que os impede de viver completamente, ent\u00e3o devido a voc\u00eas, devido a vossa pr\u00f3pria consci\u00eancia e compreens\u00e3o, libertar-se-\u00e3o desse impedimento. O que os impede de se libertarem \u00e9 a vossa busca de certezas, o vosso anseio cont\u00ednuo de obten\u00e7\u00e3o, de acumula\u00e7\u00e3o, de consecu\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o perguntem, \u201cComo hei de vencer estes impedimentos?\u201d Porque toda a conquista \u00e9 um processo de mais obten\u00e7\u00e3o, mais acumula\u00e7\u00e3o. Se esta perda est\u00e1 realmente a criar sofrimento em si, se realmente lhe est\u00e1 a proporcionar sofrimento intenso \u2013 n\u00e3o superficial \u2013 ent\u00e3o n\u00e3o perguntar\u00e1 como; ent\u00e3o ver\u00e1 imediatamente a inutilidade de olhar para tr\u00e1s ou para a frente para obter consolo.<\/p><p>Quando a maioria das pessoas dizem que sofrem, o seu sofrimento \u00e9 apenas superficial. Sofrem, mas, ao mesmo tempo, querem outras coisas: querem conforto, t\u00eam medo, procuram caminhos e maneiras de fuga. O sofrimento superficial \u00e9 sempre acompanhado pelo desejo de conforto. O sofrimento superficial \u00e9 como a lavra pouco profunda do solo; n\u00e3o chega a nada. Somente quando lavram o solo profundamente, at\u00e9 a profundidade m\u00e1xima dos ferros do arado, \u00e9 que h\u00e1 riqueza. No estado de completo sofrimento h\u00e1 compreens\u00e3o completa, na qual os obst\u00e1culos como as mem\u00f3rias tanto do presente como do futuro deixam de existir.<\/p><p>Sabem, compreender um pensamento ou uma ideia n\u00e3o significa simplesmente concordar com eles intelectualmente.<\/p><p>Existem v\u00e1rios tipos de mem\u00f3ria: h\u00e1 a mem\u00f3ria que se imp\u00f5e \u00e0 for\u00e7a no presente, a mem\u00f3ria \u00e0 qual se voltam ativamente, e a mem\u00f3ria de esperar antecipadamente pelo futuro. Todas elas os impedem de viver completamente. Mas n\u00e3o comecem a analisar as vossas mem\u00f3rias. N\u00e3o perguntem, \u201cQue mem\u00f3ria impede o meu viver completo?\u201d Quando questionam dessa forma, n\u00e3o agem; simplesmente examinam a mem\u00f3ria intelectualmente, e um exame assim n\u00e3o tem valor porque lida com uma coisa morta. N\u00e3o h\u00e1 compreens\u00e3o a partir de uma coisa morta. Mas se estiverem verdadeiramente conscientes no presente, no momento da a\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o todas estas mem\u00f3rias entram em atividade. Ent\u00e3o n\u00e3o precisam de passar pelo processo de as analisar.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frognerseteren, Noruega \u2013 8 de setembro de 1933. Pergunta: No outro dia falou da mem\u00f3ria como um impedimento \u00e0 verdadeira compreens\u00e3o. Tive recentemente a infelicidade de perder o meu irm\u00e3o. Deveria tentar esquecer essa perda? Krishnamurti: Expliquei no outro dia o que quero dizer com mem\u00f3ria. Tentarei explicar novamente. 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