{"id":4707,"date":"2025-02-27T17:06:03","date_gmt":"2025-02-27T17:06:03","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=4707"},"modified":"2025-02-27T17:08:29","modified_gmt":"2025-02-27T17:08:29","slug":"08-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=4707","title":{"rendered":"08"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"4707\" class=\"elementor elementor-4707\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-7d66cbf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7d66cbf\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8e72655\" data-id=\"8e72655\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-15b1f3b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"15b1f3b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Oslo, Noruega - 5 de setembro, 1933.<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-64a0e66 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"64a0e66\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5090ae4\" data-id=\"5090ae4\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7b6dc44 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7b6dc44\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Pergunta<\/strong>: O senhor diz que a verdade \u00e9 simples. Para n\u00f3s, o que diz nos parece muito abstrato. Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, segundo o senhor, entre a verdade e a vida real?<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: A que \u00e9 que chamam vida real? Ganhar dinheiro, explorar os outros e sermos explorados, casamento, filhos, procurar amigos, experimentar ci\u00fames, desaven\u00e7as, medo da morte, a interroga\u00e7\u00e3o sobre a outra vida, guardar dinheiro para a velhice \u2013 a tudo isto chamamos vida di\u00e1ria. Ora para mim, a verdade e o devir eterno da vida n\u00e3o podem ser encontrados \u00e0 parte destas coisas. No transit\u00f3rio reside o eterno \u2013 n\u00e3o em separado do transit\u00f3rio. Por favor, porque exploramos, seja nas coisas f\u00edsicas ou nas coisas espirituais? Porque somos explorados pelas religi\u00f5es que institu\u00edmos? Porque somos explorados por sacerdotes a quem recorremos para obter conforto? Porque pensamos na vida como uma s\u00e9rie de consecu\u00e7\u00f5es, n\u00e3o como uma a\u00e7\u00e3o completa. Quando olhamos para a vida como um meio de aquisi\u00e7\u00e3o, seja de coisas ou de ideias, quando olhamos para a vida como uma escola para aprender, para crescer, ent\u00e3o estamos dependentes dessa autoconsci\u00eancia, dessa limita\u00e7\u00e3o: criamos o explorador, e tornamo-nos no explorado. Mas se nos tornarmos absolutamente individuais, completamente autossuficientes, s\u00f3s na nossa compreens\u00e3o, ent\u00e3o n\u00e3o distinguimos entre a vida real e a verdade, ou Deus. Sabem, porque achamos a vida dif\u00edcil, porque n\u00e3o compreendemos todas as complica\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, porque queremos fugir dessa confus\u00e3o, voltamo-nos para a ideia de um princ\u00edpio objetivo; e portanto diferenciamos, distinguimos a verdade como sendo impratic\u00e1vel, como nada tendo a ver com a vida di\u00e1ria. Assim a verdade, ou deus, torna-se um escape para o qual nos voltamos em dias de conflito e afli\u00e7\u00e3o. Mas se, na nossa vida di\u00e1ria, descobr\u00edssemos porque agimos, se enfrent\u00e1ssemos integralmente os incidentes, as experi\u00eancias, os sofrimentos da vida, ent\u00e3o n\u00e3o distinguir\u00edamos a vida pr\u00e1tica da verdade impratic\u00e1vel. Porque n\u00e3o enfrentamos as experi\u00eancias com todo o nosso ser, mentalmente e emocionalmente, porque n\u00e3o somos capazes de fazer isso, separamos a vida di\u00e1ria e a a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da ideia da verdade.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oslo, Noruega &#8211; 5 de setembro, 1933. Pergunta: O senhor diz que a verdade \u00e9 simples. Para n\u00f3s, o que diz nos parece muito abstrato. 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