{"id":4675,"date":"2025-02-27T14:44:58","date_gmt":"2025-02-27T14:44:58","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=4675"},"modified":"2025-02-27T14:47:00","modified_gmt":"2025-02-27T14:47:00","slug":"05-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=4675","title":{"rendered":"05"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"4675\" class=\"elementor elementor-4675\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-518bc97 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"518bc97\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f9591db\" data-id=\"f9591db\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f12ac10 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"f12ac10\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Stresa, It\u00e1lia \u2013 2\u00aa palestra 8 de julho, 1933.<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1dcf92c elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1dcf92c\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2ab9338\" data-id=\"2ab9338\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0e42131 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0e42131\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Pergunta<\/strong>: Nunca nos deu uma concep\u00e7\u00e3o clara do mist\u00e9rio da morte e da vida ap\u00f3s a morte, contudo fala constantemente de imortalidade. Sem d\u00favida que acredita na vida ap\u00f3s a morte?<\/p><p align=\"JUSTIFY\"><strong>Krishnamurti<\/strong>: Querem saber categoricamente se existe ou n\u00e3o aniquila\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a morte: essa \u00e1 uma abordagem errada ao problema. Espero que acompanhem o que digo, visto que de outra maneira a minha resposta n\u00e3o ser\u00e1 clara para voc\u00eas e pensar\u00e3o que n\u00e3o respondi \u00e0 pergunta. Por favor interrompam-me se n\u00e3o compreenderem.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">Que querem dizer quando falam da morte? A vossa dor pela morte de algu\u00e9m, e o medo da vossa pr\u00f3pria morte. A dor \u00e9 despertada pela morte de algu\u00e9m. Quando o vosso amigo morre, voc\u00eas tornam-se conscientes da solid\u00e3o porque confiavam nele, porque voc\u00eas e ele se complementaram, porque se compreenderam, apoiaram e encorajaram. Portanto quando o vosso amigo morre, voc\u00eas t\u00eam consci\u00eancia do vazio; querem aquela pessoa de volta para preencher a parte da vossa vida que antes preenchia.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">Querem o vosso amigo novamente, mas uma vez que n\u00e3o o podem ter, voltam-se para v\u00e1rias ideias intelectuais, para v\u00e1rios conceitos emocionais, que pensam lhes dar\u00e3o satisfa\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas contam com essas ideias para consolo, para conforto, em vez de descobrir a causa do vosso sofrimento e de se libertarem eternamente da ideia da morte. Voltam-se para uma s\u00e9rie de consola\u00e7\u00f5es e satisfa\u00e7\u00f5es que gradualmente diminuem o vosso intenso sofrimento; contudo, quando a morte volta, voltam a experimentar o mesmo sofrimento outra vez.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">A morte vem e causa-lhes dor intensa. Aquele que muito amaram morreu, e a sua aus\u00eancia acentua a vossa solid\u00e3o. Mas em vez de procurarem a causa dessa solid\u00e3o, tentam escapar-lhe atrav\u00e9s de satisfa\u00e7\u00f5es mentais e emocionais. Qual \u00e9 a causa dessa solid\u00e3o? Confian\u00e7a em outro, a incompletude da vossa pr\u00f3pria vida, a tentativa cont\u00ednua de evitar a vida. Voc\u00eas n\u00e3o querem descobrir o valor real dos factos; em vez disso, atribuem um valor \u00e0quilo que n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o um conceito intelectual. Assim, a perda de um amigo causa-lhes sofrimento porque essa perda os torna totalmente conscientes da vossa solid\u00e3o. Depois h\u00e1 o medo da vossa pr\u00f3pria morte. Quero saber se viverei depois da minha morte, se reencarnarei, se existe uma continua\u00e7\u00e3o para mim de alguma forma. Preocupam-me estas esperan\u00e7as e estes medos porque n\u00e3o conheci nenhum momento de riqueza durante a minha vida; n\u00e3o conheci um \u00fanico dia sem conflito, um \u00fanico dia em que me sentisse completo, como uma flor. Por isso tenho este desejo intenso de realiza\u00e7\u00e3o, um desejo que envolve a ideia de tempo.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">Que querem dizer quando falamos sobre o \u201ceu\u201d? Voc\u00eas s\u00f3 tomam consci\u00eancia do \u201deu\u201d quando s\u00e3o apanhados no conflito da escolha, no conflito da dualidade. Neste conflito tomam consci\u00eancia de si pr\u00f3prios e identificam-se com um ou com outro, e desta cont\u00ednua identifica\u00e7\u00e3o resulta a ideia do \u201ceu\u201d. Por favor considerem isto com o vosso cora\u00e7\u00e3o e a vossa mente, visto que n\u00e3o \u00e9 uma ideia filos\u00f3fica que possa ser simplesmente aceite ou rejeitada.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">Eu digo que atrav\u00e9s do conflito da escolha, a mente estabeleceu uma mem\u00f3ria, muitas camadas de mem\u00f3ria; identificou-se com estas camadas, e chama-se a si pr\u00f3pria o \u201ceu\u201d, o ego. E da\u00ed surge a quest\u00e3o, \u201cQue acontecer\u00e1 comigo quando eu morrer? Terei uma oportunidade de viver outra vez? Existir\u00e1 uma plenitude futura?\u201d Para mim, estas quest\u00f5es nascem da \u00e2nsia e da confus\u00e3o. O que \u00e9 importante \u00e9 libertar a mente deste conflito da escolha, j\u00e1 que somente quando assim se tiverem libertado poder\u00e1 existir imortalidade.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">Para a maioria das pessoas a ideia da imortalidade \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o do \u201ceu\u201d, sem fim, atrav\u00e9s do tempo. Mas eu digo que tal conceito \u00e9 falso. \u201cEnt\u00e3o,\u201d respondem voc\u00eas, \u201cdeve haver aniquila\u00e7\u00e3o total.\u201d Eu digo que isto tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 verdade. A vossa cren\u00e7a de que a aniquila\u00e7\u00e3o total deve seguir-se \u00e0 cessa\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia limitada a que chamamos \u201ceu\u201d, \u00e9 falsa. Voc\u00eas n\u00e3o podem entender a imortalidade dessa forma, visto que a vossa mente est\u00e1 aprisionada em opostos. A imortalidade est\u00e1 liberta de todos os opostos; \u00e9 a\u00e7\u00e3o harmoniosa na qual a mente est\u00e1 absolutamente liberta do conflito do \u201ceu\u201d.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">Eu digo que h\u00e1 imortalidade, imortalidade essa que transcende todas as nossas concep\u00e7\u00f5es, teorias e cren\u00e7as. Somente quando t\u00eam a compreens\u00e3o total dos opostos, ficar\u00e3o livres deles. Enquanto a mente criar conflito atrav\u00e9s da escolha, deve existir consci\u00eancia como mem\u00f3ria que \u00e9 o \u201ceu\u201d, e \u00e9 o \u201ceu\u201d que teme a morte e anseia pela sua continua\u00e7\u00e3o. Por isso n\u00e3o existe a capacidade para compreender a plenitude de a\u00e7\u00e3o no presente, que \u00e9 a imortalidade.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">Um certo br\u00e2mane, de acordo com uma antiga lenda Indiana, decidiu distribuir algumas das suas posses no desempenho de um sacrif\u00edcio religioso. Ora este br\u00e2mane tinha um filho pequeno que observava o seu pai e o assediava com imensas perguntas at\u00e9 que o pai ficou aborrecido. Finalmente o filho perguntou, \u201cA quem me vais dar?\u201d E o pai respondeu-lhe com irrita\u00e7\u00e3o, \u201cDar-te-ei \u00e0 Morte.\u201d Ora considerava-se antigamente que aquilo que fosse dito teria que ser feito; portanto o br\u00e2mane teve que enviar o seu filho \u00e0 Morte, de acordo com as palavras que irrefletidamente tinha proferido. \u00c0 medida que o rapaz se dirigia para a casa da Morte, ouvia o que muitos professores tinham a dizer sobre a morte e sobre a vida ap\u00f3s a morte. Quando chegou \u00e0 casa da Morte, notou que a Morte estava ausente; portanto esperou tr\u00eas dias sem comer, de acordo com um antigo costume que proibia comer na aus\u00eancia do anfitri\u00e3o. Quando finalmente a Morte chegou, pediu humildemente desculpa por ter feito o br\u00e2mane esperar, e em sinal de pesar concedeu ao rapaz tr\u00eas desejos que ele pudesse querer.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">No seu primeiro desejo o rapaz pediu que fosse devolvido ao pai; no Segundo, pediu que fosse instru\u00eddo em certos ritos cerimoniais. Mas o terceiro desejo do rapaz n\u00e3o foi um pedido mas uma quest\u00e3o: \u201cDiz-me, Morte\u201d, perguntou ele, \u201ca verdade sobre a aniquila\u00e7\u00e3o. Dos professores que ouvi no meu caminho para c\u00e1, alguns dizem que h\u00e1 aniquila\u00e7\u00e3o; outros dizem que existe continuidade. Diz-me, \u00f3 Morte, qual \u00e9 a verdade.\u201d \u201cN\u00e3o me fa\u00e7as essa pergunta\u201d, replicou a Morte. Mas o rapaz insistiu. Assim, em resposta \u00e0quela pergunta a Morte ensinou ao rapaz o significado da imortalidade. A morte n\u00e3o lhe disse se h\u00e1 ou n\u00e3o continuidade, se h\u00e1 vida depois da morte, ou se h\u00e1 aniquila\u00e7\u00e3o; a Morte ensinou-lhe sim o significado da imortalidade.<\/p><p align=\"JUSTIFY\">Voc\u00eas querem saber se existe ou n\u00e3o continuidade. Alguns cientistas est\u00e3o agora a provar que existe. As religi\u00f5es afirmam-no, muitas pessoas acreditam-no, e voc\u00eas podem acreditar se assim o escolherem. Mas para mim, isso \u00e9 de pouca import\u00e2ncia. Sempre existir\u00e1 conflito entre a vida e a morte. Somente quando conhecerem a imortalidade \u00e9 que n\u00e3o haver\u00e1 nem princ\u00edpio nem fim; somente ent\u00e3o \u00e9 que a a\u00e7\u00e3o implica plenitude, e somente ent\u00e3o h\u00e1 infinito. Por isso digo novamente, a ideia da reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 de pouca import\u00e2ncia. No \u201ceu\u201d nada h\u00e1 que dure; o \u201ceu\u201d \u00e9 composto de uma s\u00e9rie de mem\u00f3rias que envolvem conflito. N\u00e3o podem tornar o \u201ceu\u201d imortal. Toda a vossa base de pensamento \u00e9 uma s\u00e9rie de realiza\u00e7\u00f5es e por isso um cont\u00ednuo esfor\u00e7o, uma cont\u00ednua limita\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia. Contudo esperam dessa forma compreender a imortalidade, sentir o \u00eaxtase do infinito. Eu afirmo que a imortalidade \u00e9 realidade. Voc\u00eas n\u00e3o podem discuti-lo; poder\u00e3o sab\u00ea-lo na vossa a\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00e3o nascida da plenitude, da riqueza da sabedoria; mas essa plenitude, essa riqueza, n\u00e3o a podem alcan\u00e7ar ouvindo um guia espiritual ou lendo um livro de instru\u00e7\u00e3o. A sabedoria vem somente quando h\u00e1 plenitude de a\u00e7\u00e3o, quando h\u00e1 consci\u00eancia completa do vosso todo em a\u00e7\u00e3o; ent\u00e3o ver\u00e3o que todos os professores e todos os livros que pretendem gui\u00e1-los para a sabedoria nada lhes podem ensinar. Poder\u00e3o conhecer o que \u00e9 imortal, eterno, somente quando a vossa mente estiver livre de qualquer sentido de individualidade que \u00e9 criado pela consci\u00eancia limitada, que \u00e9 o \u201ceu\u201d.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Stresa, It\u00e1lia \u2013 2\u00aa palestra 8 de julho, 1933. Pergunta: Nunca nos deu uma concep\u00e7\u00e3o clara do mist\u00e9rio da morte e da vida ap\u00f3s a morte, contudo fala constantemente de imortalidade. Sem d\u00favida que acredita na vida ap\u00f3s a morte? 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