{"id":465,"date":"2022-12-17T12:39:28","date_gmt":"2022-12-17T12:39:28","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=465"},"modified":"2022-12-17T12:40:09","modified_gmt":"2022-12-17T12:40:09","slug":"22-06-1934","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=465","title":{"rendered":"22\/06\/1934"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"465\" class=\"elementor elementor-465\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b8af7f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b8af7f\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7baf529b\" data-id=\"7baf529b\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3d2da44a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3d2da44a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Quinta Palestra em Oak Grove<\/strong><\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Ojai, Calif\u00f3rnia<\/strong><\/p><p>Esta manh\u00e3 quero falar sobre o medo, que cria, que necessita de compuls\u00e3o, influ\u00eancia.<\/p><p>Ora, n\u00f3s dividimos a mente em pensamento, raz\u00e3o, intelecto; mas como expliquei em minha \u00faltima palestra, para mim mente \u00e9 intelig\u00eancia, autocriativa, mas obscurecida pela mem\u00f3ria; a mente, que \u00e9 intelig\u00eancia, est\u00e1 obscurecida pela mem\u00f3ria e confusa com esse \u201cEu\u201d consciente, o resultado do meio. Assim a mente ficou escravizada pelo meio que ela mesma criou atrav\u00e9s da \u00e2nsia, e assim existe medo continuamente. A mente criou o meio, e enquanto n\u00e3o compreendermos esse meio, haver\u00e1 medo. N\u00f3s n\u00e3o damos nosso pensamento integral ao meio e n\u00e3o estamos totalmente conscientes dele, assim a mente fica escravizada a esse meio e por isso h\u00e1 medo; e a compuls\u00e3o \u00e9 o instrumento do medo. Assim, naturalmente, a falta de compreens\u00e3o do meio \u00e9 provocada pela falta de intelig\u00eancia, e porque n\u00e3o compreendemos o meio, o medo \u00e9 criado, e medo precisa de influ\u00eancia, seja exterior ou interior.<\/p><p>E como \u00e9 criada esta cont\u00ednua compuls\u00e3o, que se tornou o instrumento, este penetrante instrumento do medo? A mem\u00f3ria obscurece a mente, e isto, eu disse vezes e vezes, \u00e9 o resultado da falta de compreens\u00e3o do meio que cria conflito, e a mem\u00f3ria se torna consciente dela mesma. Esta mente, obscurecida, limitada e confinada pela mem\u00f3ria, busca a perpetua\u00e7\u00e3o do resultado que \u00e9 o \u201cEu\u201d; assim, perpetuando o \u201cEu\u201d, a mente busca ajustamento, altera\u00e7\u00e3o, ou modifica\u00e7\u00e3o do meio, seu crescimento e expans\u00e3o. Voc\u00ea sabe, a mente est\u00e1 continuamente buscando ajustamento ao meio; mas ajustamento ao meio n\u00e3o gera compreens\u00e3o, nem n\u00f3s podemos ver a significa\u00e7\u00e3o desse meio simplesmente modificando o estado da mente ou tentando mudar ou expandir esse meio. Porque a mente est\u00e1 continuamente buscando sua pr\u00f3pria prote\u00e7\u00e3o, ela fica obscurecida pela mem\u00f3ria que se tornou confusa, identificada com \u00a0sua pr\u00f3pria consci\u00eancia \u2013 essa pr\u00f3pria consci\u00eancia que deseja perpetuar-se \u2013 consequentemente ela tenta alterar, ajustar, modificar o meio, ou em outras palavras, a mente busca fazer o \u201cEu\u201d, como ela considera, imortal, universal e c\u00f3smico. N\u00e3o \u00e9 assim?<\/p><p>Ent\u00e3o a mente, que busca imortalidade, realmente deseja a continuidade deste \u201cEu\u201d consciente, a perpetua\u00e7\u00e3o do meio; isto \u00e9, enquanto a mente se prende a esta ideia do \u201cEu\u201d consciente, que n\u00e3o \u00e9 mais que a falta de compreens\u00e3o do meio e, portanto, a causa do conflito, enquanto ela buscar, nessa limita\u00e7\u00e3o, sua pr\u00f3pria perpetua\u00e7\u00e3o, e essa perpetua\u00e7\u00e3o n\u00f3s chamamos de imortalidade, ou essa consci\u00eancia c\u00f3smica na qual o particular ainda permanece. Enquanto a mente, que \u00e9 intelig\u00eancia, \u00e9 mantida na servid\u00e3o da mem\u00f3ria, que \u00e9 o \u201cEu\u201d consciente, existe a procura do falso pelo falso. Este \u201cEu\u201d, como expliquei, \u00e9 a falsa rea\u00e7\u00e3o ao meio; existe uma causa falsa e ela est\u00e1 sempre buscando uma falsa solu\u00e7\u00e3o, um falso efeito, um falso resultado. Assim, quando a mente obscurecida pela mem\u00f3ria est\u00e1 buscando perpetuar-se como consci\u00eancia de si mesma, ela est\u00e1 buscando a falsa imortalidade, uma falsa expans\u00e3o c\u00f3smica, ou como voc\u00ea queira chamar.<\/p><p>Neste processo de perpetua\u00e7\u00e3o do \u201cEu\u201d, essa mem\u00f3ria autopreservada, na perpetua\u00e7\u00e3o desse \u201cEu\u201d nasce o medo \u2013 n\u00e3o o medo superficial, mas o medo fundamental com o qual quero ocupar-me presentemente. Remover esse medo, que tem como sua express\u00e3o exterior nacionalidade, crescimento, realiza\u00e7\u00e3o, sucesso \u2013 remova esse medo fundamental, a ang\u00fastia pela perpetua\u00e7\u00e3o desse \u201cEu\u201d \u2013 e todo medo cessa. Ent\u00e3o o medo existe enquanto h\u00e1 este desejo de perpetua\u00e7\u00e3o dessa coisa que \u00e9 falsa; este \u201cEu\u201d \u00e9 falso, assim voc\u00ea deve ter uma falsa rea\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o pr\u00f3prio medo. E onde h\u00e1 medo, deve haver disciplina, compuls\u00e3o, influ\u00eancia, domina\u00e7\u00e3o, a procura do poder que a mente glorifica como virtude e como divino. Se voc\u00ea realmente pensa nisto, ver\u00e1 que onde existe intelig\u00eancia n\u00e3o pode haver a persegui\u00e7\u00e3o do poder.<\/p><p>Ora, toda vida \u00e9 moldada pelo medo e pelo conflito, e por isso pela compuls\u00e3o, pela imposi\u00e7\u00e3o de leis e restri\u00e7\u00f5es o que alguns consideram virtuoso e digno, e outros pernicioso e nocivo. N\u00e3o \u00e9 assim? Estas s\u00e3o as restri\u00e7\u00f5es que voc\u00ea estabeleceu em sua procura por perpetua\u00e7\u00e3o, livre do medo; nessa procura voc\u00ea criou disciplinas, c\u00f3digos, e autoridades. E sua vida \u00e9 moldada, controlada, e formada pela compuls\u00e3o em v\u00e1rias formas e graus. Alguns chamam essa compuls\u00e3o de virtuosa, outros de nociva.<\/p><p>N\u00f3s temos, em primeiro lugar, a compuls\u00e3o exterior do meio sobre o indiv\u00edduo. A pessoa comum que voc\u00ea chama de n\u00e3o desenvolvida, n\u00e3o espiritual, \u00e9 controlada pelo meio, meio exterior, isto \u00e9, pela religi\u00e3o, c\u00f3digos de conduta, padr\u00f5es morais, autoridade pol\u00edtica e social; ela \u00e9 escrava de tudo isto porque tudo isto est\u00e1 enraizado nas necessidades econ\u00f4micas do indiv\u00edduo. N\u00e3o est\u00e1? Remova inteiramente as necessidades econ\u00f4micas das quais o indiv\u00edduo depende, ent\u00e3o c\u00f3digos de conduta, padr\u00f5es morais, pol\u00edticos e econ\u00f4micos e valores sociais desaparecem. Ent\u00e3o nestas restri\u00e7\u00f5es do meio exterior que criam conflito entre o indiv\u00edduo e o meio externo, em que o indiv\u00edduo \u00e9 pervertido, mo\u00eddo, retorcido, ele se torna crescentemente n\u00e3o inteligente. O indiv\u00edduo que \u00e9 meramente condicionado o tempo todo pelo meio exterior, moldado por certas regras, leis, rea\u00e7\u00f5es, editos, padr\u00f5es morais, quanto mais voc\u00ea o imprensa, menos e menos inteligente ele fica. Mas intelig\u00eancia \u00e9 a compreens\u00e3o do meio, ver sua sutil significa\u00e7\u00e3o, livre da compuls\u00e3o.<\/p><p>Estas restri\u00e7\u00f5es impostas ao indiv\u00edduo, que ele chama de meio exterior, t\u00eam como expoentes os charlat\u00f5es e os exploradores na religi\u00e3o, na moralidade popular, e na vida econ\u00f4mica e pol\u00edtica do homem. O explorador \u00e9 o indiv\u00edduo que usa voc\u00ea conscientemente ou inconscientemente, e voc\u00ea consente consciente ou inconscientemente, pois n\u00e3o compreende; voc\u00ea se torna o explorado economicamente, socialmente, politicamente, religiosamente, e ele se torna seu explorador. Assim desse modo a vida se torna uma escola, uma arma\u00e7\u00e3o, uma arma\u00e7\u00e3o de a\u00e7o, na qual o indiv\u00edduo \u00e9 enquadrado, na qual ele se torna meramente uma m\u00e1quina \u2013 o indiv\u00edduo se torna meramente um dente da m\u00e1quina, descuidado e rigidamente limitado. A vida se torna um cont\u00ednuo esfor\u00e7o, uma batalha, e por isso ele estabeleceu esta falsa ideia que a vida \u00e9 uma s\u00e9rie de li\u00e7\u00f5es a serem aprendidas, adquiridas, de modo que ele possa estar prevenido, de modo que ele possa encontrar vida nova amanh\u00e3, mas com suas ideias preconcebidas. A vida se torna meramente uma escola, n\u00e3o uma coisa para ser vivida, ser desfrutada, ser vivida com \u00eaxtase, completamente, sem medo.<\/p><p>O meio exterior for\u00e7a o indiv\u00edduo, esmaga-o nesta arma\u00e7\u00e3o de a\u00e7o de padr\u00f5es, de moralidade, de ideias religiosas, de editos morais, e como o indiv\u00edduo \u00e9 esmagado a partir do exterior, ele busca e foge para um mundo que chama de interior. Naturalmente, quando a mente est\u00e1 sendo torcida, moldada, pervertida pelo meio externo, e existe constante conflito no meio externo, constante batalha, constantes falsos ajustes, a mente espera tranquilidade, esperan\u00e7a, um mundo diferente; ent\u00e3o o indiv\u00edduo constr\u00f3i um rom\u00e2ntico abrigo de fuga onde busca compensa\u00e7\u00e3o para a perda e o sofrimento do mundo exterior.<\/p><p>Por favor, como eu disse, voc\u00ea est\u00e1 aqui para descobrir, para criticar, n\u00e3o para se opor. Voc\u00ea pode se opor depois de ponderar muito cuidadosamente sobre o que eu estive falando. Voc\u00ea pode colocar barreiras se quiser, mas primeiro descubra totalmente o que estou querendo transmitir; e para fazer isso voc\u00ea deve ser super cr\u00edtico, atento, inteligente.<\/p><p>Como eu disse, sendo esmagado por circunst\u00e2ncias externas que criam sofrimento, e num esfor\u00e7o para fugir dessas circunst\u00e2ncias externas, o indiv\u00edduo cria um mundo interior, come\u00e7a a desenvolver uma lei interior e cria suas pr\u00f3prias restri\u00e7\u00f5es individuais, que ele chama de autodisciplina, ou coopera\u00e7\u00e3o com aquilo que ele aprendeu a chamar de seu ego elevado.<\/p><p>Muitas pessoas \u2013 as chamadas pessoas espirituais \u2013 rejeitaram a for\u00e7a exterior do meio e sua influ\u00eancia, mas desenvolveram uma lei interior, um padr\u00e3o interior, uma disciplina interior que chamam de trazer o ego elevado para o inferior; ou seja, em outras palavras, mera substitui\u00e7\u00e3o. Assim h\u00e1 autodisciplina. Ent\u00e3o h\u00e1 aquilo que \u00e9 chamado voz interior, cujo poder e controle \u00e9 muito maior que o meio exterior. Mas qual \u00e9, afinal de contas, a diferen\u00e7a entre um e outro? Ambos est\u00e3o controlando, pervertendo a mente, que \u00e9 intelig\u00eancia, atrav\u00e9s deste desejo de autoperpetua\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m voc\u00ea tem o que chama de intui\u00e7\u00e3o, que \u00e9 simplesmente a realiza\u00e7\u00e3o irrestrita de suas pr\u00f3prias esperan\u00e7as e desejos secretos. Portanto voc\u00ea preencheu o mundo interior, o que voc\u00ea chama de mundo interior, com tudo isto \u2013 autodisciplina, a voz interior, intui\u00e7\u00e3o. Todas, se voc\u00ea for refletir sobre isto, s\u00e3o formas sutis desse mesmo conflito, levado para um mundo diferente, onde n\u00e3o existe compreens\u00e3o, mas meramente um moldar, um ajuste a um meio mais sutil, \u00a0que voc\u00ea chama de mais espiritual.<\/p><p>Voc\u00ea sabe, no mundo exterior alguns buscaram e encontraram distin\u00e7\u00f5es sociais, e do mesmo modo as chamadas pessoas espirituais meramente buscam neste mundo interior, e geralmente encontram, seus pares espirituais e superiores; e outra vez como existe conflito no exterior entre indiv\u00edduos, tamb\u00e9m \u00e9 criado neste mundo interior um conflito espiritual entre ideais, realiza\u00e7\u00e3o, e seus pr\u00f3prios anseios. Voc\u00ea v\u00ea ent\u00e3o o que foi criado.<\/p><p>No mundo exterior n\u00e3o h\u00e1 express\u00e3o para a mente obscurecida pela mem\u00f3ria, para esse \u201cEu\u201d consciente n\u00e3o h\u00e1 express\u00e3o, porque o meio \u00e9 muito forte, muito poderoso, muito esmagador; ali voc\u00ea entra no molde, ou se n\u00e3o, voc\u00ea \u00e9 aniquilado. Ent\u00e3o voc\u00ea desenvolve uma forma interior ou mais sutil de meio, no qual o mesmo tipo de coisa acontece. Esse meio que voc\u00ea criou \u00e9 uma fuga do exterior, e a\u00ed tamb\u00e9m voc\u00ea tem padr\u00f5es, leis morais, intui\u00e7\u00f5es, o ego elevado, a voz interior, e a eles voc\u00ea fica constantemente se ajustando. Isto \u00e9 um fato.<\/p><p>.<span style=\"font-size: 14px;\">Em ess\u00eancia, estas restri\u00e7\u00f5es que chamamos de exterior e interior s\u00e3o nascidas do anseio, e assim existe medo; e do medo vem restri\u00e7\u00e3o, compuls\u00e3o, influ\u00eancia, e o desejo de poder, que n\u00e3o s\u00e3o mais do que express\u00f5es externas do medo. Onde h\u00e1 medo n\u00e3o pode haver intelig\u00eancia, e enquanto n\u00e3o compreendermos isso, haver\u00e1 esta divis\u00e3o na vida como exterior e interior e, portanto, nossas a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o sempre influenciadas, ou compelidas pelo exterior, e portanto falsas, ou compelidas pelo interior, o que \u00e9 igualmente falso, porque tamb\u00e9m no interior voc\u00ea est\u00e1 meramente tentando ajustar-se a outros determinados padr\u00f5es.<\/span><\/p><p>O medo \u00e9 criado quando o falso busca a perpetua\u00e7\u00e3o de si mesmo no meio falso. E assim o que acontece com nossa a\u00e7\u00e3o, que \u00e9 nossa conduta di\u00e1ria, com nosso pensamento e emo\u00e7\u00e3o, o que acontece com eles?<\/p><p>Mente e cora\u00e7\u00e3o est\u00e3o se moldando ao meio, meio exterior, mas quando eles descobrem que n\u00e3o podem, pois a compuls\u00e3o se torna muito forte, se voltam ent\u00e3o para uma condi\u00e7\u00e3o interior onde mente e cora\u00e7\u00e3o buscam perfeito bem estar e satisfa\u00e7\u00e3o. Ou eles se satisfazem completamente atrav\u00e9s de realiza\u00e7\u00f5es econ\u00f4mica, social, religiosa, ou pol\u00edtica, e ent\u00e3o se voltam para o interior, l\u00e1 tamb\u00e9m para prosperar, ter sucesso, ganhar; e para ganhar, eles devem ter sempre um ponto alto, uma meta, que se torna a condi\u00e7\u00e3o \u00e0 qual a mente e o cora\u00e7\u00e3o est\u00e3o continuamente se ajustando.<\/p><p>E nesse meio tempo, o que acontece com nossos sentimentos, nossas emo\u00e7\u00f5es, nossos pensamentos, nosso amor, com nossa raz\u00e3o? O que acontece quando voc\u00ea est\u00e1 simplesmente se ajustando, quando est\u00e1 simplesmente modificando, alterando? O que acontece com qualquer coisa \u2013 o que acontece com uma casa cujas paredes voc\u00ea simplesmente decora embora suas funda\u00e7\u00f5es estejam podres? Assim, do mesmo modo, nossos pensamentos e nossas emo\u00e7\u00f5es est\u00e3o simplesmente tomando forma, alterando-se, modificando-se segundo um padr\u00e3o, seja o padr\u00e3o externo ou o interno; ou de acordo com uma compuls\u00e3o externa ou uma dire\u00e7\u00e3o interna. T\u00e3o grandemente nossas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo limitadas pela influ\u00eancia, que toda raz\u00e3o se torna meramente a imita\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o, um ajustamento a uma condi\u00e7\u00e3o, e o amor se torna apenas outra forma de medo. Toda nossa vida \u2013 afinal, nossa vida s\u00e3o nossos pensamentos e nossas emo\u00e7\u00f5es, nossas alegrias e nossas dores \u2013 toda nossa vida se torna incompleta, todo nosso processo de pensamento ou a express\u00e3o dessa vida \u00e9 simplesmente um ajustamento, uma modifica\u00e7\u00e3o, nunca uma perfei\u00e7\u00e3o, uma plenitude. E disso surgem problemas e mais problemas, o ajustamento ao meio, que deve constantemente mudar, e a conformidade a padr\u00f5es, que tamb\u00e9m podem variar. Assim voc\u00ea prossegue nesta batalha, e esta batalha voc\u00ea chama de evolu\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento do ego, a expans\u00e3o dessa consci\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 nada mais que mem\u00f3ria. Voc\u00ea inventou palavras para pacificar sua mente mas continua nesta luta.<\/p><p>Agora, se voc\u00ea realmente refletir sobre isto \u2013 e acho que voc\u00ea tem uma oportunidade durante estes dias \u2013 se voc\u00ea reconhece isto e sem o desejo de alterar, sem o desejo de modificar, se torna consciente deste meio exterior, destas circunst\u00e2ncias, condi\u00e7\u00f5es, e do mundo interior onde existem as mesmas condi\u00e7\u00f5es, os mesmos meios, que voc\u00ea nomeou com termos mais sutis, mais bonitos; se voc\u00ea fica realmente consciente disto, ent\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a compreender o verdadeiro significado do exterior e do interior; h\u00e1 uma imediata percep\u00e7\u00e3o, a liberta\u00e7\u00e3o da vida, ent\u00e3o a mente se torna inteligente e pode funcionar naturalmente, criativamente, sem esta constante batalha. Ent\u00e3o a mente \u2013 intelig\u00eancia \u2013 reconhece os obst\u00e1culos, e pela compreens\u00e3o destes obst\u00e1culos, ela penetra; n\u00e3o h\u00e1 ajustamento, n\u00e3o h\u00e1 modifica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 apenas compreens\u00e3o. Da\u00ed a intelig\u00eancia n\u00e3o depende do exterior ou do interior, e nessa aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe desejo, nem anseio, mas a percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 verdadeiro. Para perceber o que \u00e9 verdadeiro, n\u00e3o pode haver anseio.<\/p><p>Voc\u00ea sabe, quando existe um anseio, sua mente j\u00e1 est\u00e1 obscurecida, j\u00e1 est\u00e1 pervertida, porque a mente se identifica com um e rejeita o outro \u2013 onde existe anseio n\u00e3o existe compreens\u00e3o; mas quando a mente n\u00e3o se identifica com o \u201cEu\u201d mas fica consciente do exterior e do interior, das sutis divis\u00f5es, das v\u00e1rias emo\u00e7\u00f5es, das delicadas nuances da mente se dividindo como mem\u00f3ria e intelig\u00eancia \u2013 ent\u00e3o nessa conscientiza\u00e7\u00e3o voc\u00ea ver\u00e1 a completa significa\u00e7\u00e3o do meio que n\u00f3s criamos atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, esse meio que chamamos de exterior, e aquele que chamamos interior, ambos continuamente mudando e se ajustando um ao outro.<\/p><p>Tudo que lhe interessa agora \u00e9 modifica\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o, ajustamento, e, portanto deve haver medo. O medo tem seus instrumentos na compuls\u00e3o, e a compuls\u00e3o s\u00f3 existe quando n\u00e3o h\u00e1 compreens\u00e3o, quando a intelig\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 funcionando normalmente.<\/p><p>22 de junho de 1934.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Quinta Palestra em Oak Grove Ojai, Calif\u00f3rnia Esta manh\u00e3 quero falar sobre o medo, que cria, que necessita de compuls\u00e3o, influ\u00eancia. Ora, n\u00f3s dividimos a mente em pensamento, raz\u00e3o, intelecto; mas como expliquei em minha \u00faltima palestra, para mim mente \u00e9 intelig\u00eancia, autocriativa, mas obscurecida pela mem\u00f3ria; a mente, que \u00e9 intelig\u00eancia, est\u00e1 obscurecida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"elementor_canvas","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-465","page","type-page","status-publish","hentry","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/465","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=465"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/465\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":472,"href":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/465\/revisions\/472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=465"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}