{"id":2411,"date":"2022-12-18T21:21:30","date_gmt":"2022-12-18T21:21:30","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2411"},"modified":"2022-12-18T21:21:54","modified_gmt":"2022-12-18T21:21:54","slug":"t-k-v-desikachar","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2411","title":{"rendered":"T.K.V. Desikachar"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"2411\" class=\"elementor elementor-2411\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-71a806b3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"71a806b3\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2c77fed8\" data-id=\"2c77fed8\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1a43c58a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1a43c58a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong>T.K.V. Desikachar<\/strong><\/p><p style=\"text-align: center;\">MESTRE DE YOGA, MADRAS, \u00cdNDIA<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Tomei conhecimento de Krishnaji em uma carta escrita para meu pai na Su\u00ed\u00e7a por meu tio, B.K.S Iyengar (um renomado professor de yoga). Para meu tio, a participa\u00e7\u00e3o de Krishnaji em sua demonstra\u00e7\u00e3o de Asana em Saanen foi um grande evento. Meu pai me mostrou a carta, mas a informa\u00e7\u00e3o pouco me impactou.<\/p><p>Eventualmente, no entanto, eventos me aproximaram muito de Krishnaji. Nos encontr\u00e1vamos anualmente, viaj\u00e1vamos juntos, compartilh\u00e1vamos pensamentos e convers\u00e1vamos sobre amigos em comum e tudo apesar, ou como consequ\u00eancia, da rela\u00e7\u00e3o aluno\/professor muito tradicional que eu mantinha com meu pai, o grande mestre yoga e fil\u00f3sofo T. Krishnamacharya.<\/p><p>Compartilharei com voc\u00ea como isso aconteceu.<\/p><p>Em dezembro de 1965, Alain Naud\u00e9, secret\u00e1rio de J. Krishnamurti, ligou para meu pai em nosso pequeno apartamento em Gopalauram, Madras. Ele tinha uma mensagem de Krishnaji. Era um pedido para que meu pai visitasse sua resid\u00eancia e demonstrasse para Krishnaji como praticar asanas e pranayams (posturas de yoga e controle de respira\u00e7\u00e3o). Meu pai aceitou prontamente o convite. Na data determinada, Alain Naud\u00e9 veio lev\u00e1-lo para Vasanta Vihar. Meu pai pediu que eu e meu irm\u00e3o Shribhashyam o acompanh\u00e1ssemos.<\/p><p>Quando chegamos, Krishnaji apareceu com m\u00e3os unidas e agradeceu meu pai profusamente pela visita. Minha primeira lembran\u00e7a de Krishnaji \u00e9 de uma pessoa gentil, idosa, com uma camisa longa e de costas retas. Ele tomou as m\u00e3os de Krishnamacharya e nos levou para seu quarto. Logo expressou seu desejo de ver como pratic\u00e1vamos yoga.<\/p><p>Seguindo as instru\u00e7\u00f5es de meu pai, eu e meu irm\u00e3o come\u00e7amos a demonstra\u00e7\u00e3o das posturas de yoga. Ap\u00f3s aproximadamente trinta minutos de observa\u00e7\u00e3o, Krishnaji solicitou com entusiasmo ao meu pai, \u201cSenhor, eu quero aprender asanas com o senhor, mas n\u00e3o se incomode. Poderia enviar um de seus filhos?\u201d Eu traduzi o pedido para meu pai. Meu pai assegurou a Krishnamurti que ele providenciaria algo em breve.<\/p><p>A primeira visita, em dezembro de 1965, deu in\u00edcio a uma associa\u00e7\u00e3o com Krishnaji que acabou apenas com seu recente falecimento.<\/p><p>No dia seguinte, quando Alain Naud\u00e9 ligou novamente, meu pai requisitou que eu fosse at\u00e9 Krishnaji, insistindo que eu deveria mostrar o maior respeito.<\/p><p>Quando cheguei a sua resid\u00eancia, Vasanta Vihar, l\u00e1 estava ele na varanda de bra\u00e7os abertos para me receber. Enquanto me encaminhava para seu quarto, perguntou carinhosamente sobre meu pai, como se se conhecessem h\u00e1 tempos. Antes de iniciarmos nossa primeira aula, expressei meu desejo de ver a pr\u00e1tica de yoga de Krishnaji. Ele ficou pronto em pouco tempo. Apesar de seus sessenta e nove anos, as posturas demonstradas por ele foram de natureza extremamente avan\u00e7ada \u2014 todas varia\u00e7\u00f5es de parada de cabe\u00e7a, postura dos ombros, parada de m\u00e3os, e v\u00e1rios arcos de costas dif\u00edceis. E embora seu corpo fosse pequeno e as posturas fossem variadas e estonteantes, seu peito permanecia apertado como um barril. Eu tamb\u00e9m notei que sua respira\u00e7\u00e3o era restrita e ofegante, suas m\u00e3os tremiam, seu pesco\u00e7o parecia granito, e seus olhos as vezes lacrimejavam. No entanto, seu entusiasmo nunca diminuiu.<\/p><p>Expliquei a Krishnaji que ele deveria praticar posturas e exerc\u00edcios de respira\u00e7\u00e3o que poderiam reduzir esses problemas, e n\u00e3o exerc\u00edcios que os aumentariam. Ele simplesmente aceitou meu conselho e me assegurou que estava l\u00e1 como aluno para aprender o que quer que eu ensinasse. Ele tamb\u00e9m me forneceu mais informa\u00e7\u00e3o sobre sua sa\u00fade. Era \u00f3bvio que ele precisava de aten\u00e7\u00e3o especial e era claro, tamb\u00e9m, que eu, o professor, precisava de orienta\u00e7\u00e3o nessas quest\u00f5es. Fui embora confessando que pediria conselhos a meu pai. Krishnaji ficou satisfeito. Concordamos de nos encontrar no dia seguinte.<\/p><p>Discuti sobre a pr\u00e1tica de yoga de Krishnaji e seus problemas de sa\u00fade com meu pai. Ele sentia que Krishnaji deveria fazer posturas muito simples e regimes de respira\u00e7\u00e3o. Ele me deu instru\u00e7\u00f5es claras, algumas das quais eram t\u00e3o \u00fanicas para minha experi\u00eancia que me pegaram de surpresa. Por exemplo, ele queria que eu ensinasse a Krishnaji uma posi\u00e7\u00e3o com suas pernas levantadas contra a parede. Ao mesmo tempo, ele deveria continuar respirando profundamente. Sem paradas de cabe\u00e7a. A rigidez no pesco\u00e7o deveria ser corrigida com os movimentos de cabe\u00e7a mais simples. Eu cumpri fielmente as instru\u00e7\u00f5es de meu pai. Krishnaji estava t\u00e3o interessado em aprender que eu o via todos os dias, alguns dias mais de uma vez. Fiquei espantado com sua not\u00e1vel capacidade de se adaptar a essa nova instru\u00e7\u00e3o, uma vez que era t\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 instru\u00e7\u00e3o que ele havia recebido e praticado anteriormente. Em poucas semanas, n\u00e3o havia vest\u00edgios das pr\u00e1ticas anteriores.<\/p><p>Sua pr\u00e1tica era t\u00e3o regular e pontual que me surpreendia. Ele me aguardava na varanda todos os dias, no mesmo lugar, para me receber. Seu local de pr\u00e1tica era imaculado.\u00a0 Tudo estava em seu lugar, bem ao lado de seu l\u00e1pis e revista. Ele se apresentava sempre ansioso por entender o significado do que era ensinado a ele. Gra\u00e7as a suas perguntas pertinentes, fui for\u00e7ado a aprender cada vez mais sobre yoga com meu professor. Ele frequentemente me perguntava, \u201cO que \u00e9 Yoga? O que \u00e9 Yoga?\u201d E a \u00fanica resposta que pareceu satisfaz\u00ea-lo foi quando eu defini yoga como Shanti. \u201cPaz\u201d \u00e9 a palavra equivalente em ingl\u00eas.<\/p><p>Sua atitude comigo era exatamente a de um aluno com seu professor. Ele n\u00e3o se sentava antes que eu o fizesse. Ele me encaminhava para seu c\u00f4modo. Ele nunca me permitia ajud\u00e1-lo a arrumar o tapete para a pr\u00e1tica. N\u00e3o era f\u00e1cil, aos meus vinte e sete anos, deixar isso acontecer, especialmente quando o aluno tinha sessenta e nove anos e era Krishnamurti, mas eu n\u00e3o tinha escolha.<\/p><p>Sua sa\u00fade come\u00e7ou a mostrar sinais de melhora. Quando deixou Madras e foi para a escola em Rishi Valley, convidou-me para ir com ele. Posteriormente, ele me convidou para ir a Saanen, na Su\u00ed\u00e7a. Insistiu que eu deveria ir l\u00e1 para continuar nossas aulas e para ensinar a alguns de seus amigos. Garanti a ele de que antes eu deveria consultar meu professor em Madras, e ent\u00e3o responderia.<\/p><p>Em Madras, meu pai me aconselhou a aceitar o convite. Mas senti que primeiro meu tio, Shri B.K.S. Iyengar, que por muitos anos havia ensinado tanto a Krishnaji quanto a outros amigos dele em Saanen, deveria aprovar este acordo. Eu escrevi para Krishnaji em conformidade.<\/p><p>Krishnaji se encontrou com meu tio em Mumbai e pouco depois recebi uma carta positiva. Ent\u00e3o, mesmo hesitante, n\u00e3o tive op\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser aceitar o convite de Krishnaji.<\/p><p>Fui a Saanen em junho de 1966, onde fiquei com Krishnaji em Chalet Tannegg. Poucas semanas depois, meu tio chegou para dar suas aulas. Ele tamb\u00e9m ficou no chal\u00e9.<\/p><p>Ali estava eu, ensinando a Krishnaji, enquanto no mesmo chal\u00e9 meu tio ensinava seus alunos. E um ano atr\u00e1s era ele que estava ali ensinando a Krishnaji. O potencial para tens\u00e3o era real, mas Krishnaji fez todo o poss\u00edvel para me deixar confort\u00e1vel apesar da situa\u00e7\u00e3o delicada. Gra\u00e7as a seu cuidado, minha primeira visita \u00e0 Europa saiu bem e nada aconteceu que prejudicasse minha rela\u00e7\u00e3o com meu tio, com quem eu ainda estou nos melhores termos.<\/p><p>Krishnaji me apresentou a tantos visitantes ilustres. Ele me mostrou alguns dos melhores lugares na Su\u00ed\u00e7a. Ele mesmo dirigia seu Mercedes e falava das caracter\u00edsticas especiais do carro. Em todas as conversas, descobri que ele era muito bem informado sobre diferentes partes do mundo e v\u00e1rios costumes do ocidente.<\/p><p>Na verdade, minhas primeiras aulas sobre modos ocidentais \u00e0 mesa foram com ele: \u201cN\u00e3o coloque os cotovelos sobre a mesa. Use o garfo com a m\u00e3o esquerda. N\u00e3o deixe os bra\u00e7os abertos. N\u00e3o leve a boca ao prato. Aguarde pelo segundo prato.\u201d Ele tamb\u00e9m me ensinou o valor de comer frutas primeiro, porque saladas devem preceder comida cozida, quais nozes eram melhores, como quebrar castanha-do-par\u00e1. Ele era t\u00e3o meticuloso com os diferentes afazeres de casa. Ele costumava limpar o pr\u00f3prio banheiro. Eu costumava v\u00ea-lo, muitas vezes, limpando o banheiro, e ele dizia, \u201cDevemos deix\u00e1-lo t\u00e3o limpo quanto o encontramos antes de us\u00e1-lo.\u201d Seus conselhos sobre lidar com pessoas e situa\u00e7\u00f5es eram inequ\u00edvocos:<\/p><p>\u201cN\u00e3o seja rid\u00edculo.\u201d<\/p><p>\u201cSeja voc\u00ea mesmo.\u201d<\/p><p>\u201cPreste aten\u00e7\u00e3o no outro tolo\u201d [ao dirigir um carro].<\/p><p>Ele insistia em me levar aos melhores lugares quando jant\u00e1vamos fora. Que gosto! Que cuidado com a visita. Eu podia contar com seu secret\u00e1rio para qualquer coisa que eu precisasse durante minha estadia.<\/p><p>Com frequ\u00eancia ele me levava para fazer caminhadas. Durante esses passeios, ele me incentivava a estudar, a aprender tudo que meu pai tinha para ensinar. Ele at\u00e9 me ofereceu uma bolsa de estudos para que eu n\u00e3o me afastasse dos estudos por necessidade, e isso foi quando ele mesmo enfrentava problemas financeiros. Ele me disse um dia, \u201cSenhor, se necess\u00e1rio, venderei minha camisa e te enviarei dinheiro, mas estude, por favor, voc\u00ea deve estudar.\u201d<\/p><p>No ano seguinte, quando Krishnaji retornou a Madras, liguei para Vasanta Viharfor para marcar uma consulta. O cavalheiro que me atendeu n\u00e3o me conhecia. Ele respondeu secamente, \u201cVoc\u00ea n\u00e3o pode ver Krishnaji. Talvez ap\u00f3s algumas semanas, n\u00e3o agora.\u201d Eu respondi, \u201cSenhor, n\u00e3o sou eu que procuro ver Krishnaji. Talvez seja Krishnaji quem me procura.\u201d Ele ficou surpreso, \u201cQual \u00e9 seu nome?\u201d Eu dei a ele meu nome. Ele me disse de maneira tensa, \u201cAguarde.\u201d Em alguns segundos ele voltou. \u201cDesculpe-me. Krishnaji est\u00e1 vindo falar com voc\u00ea.\u201d Quando Krishnaji atendeu, ele se desculpou, apesar de eu n\u00e3o ter mencionado a quest\u00e3o.<\/p><p>Krishnaji expressou o desejo de ver meu pai. Ele veio a nosso pequeno apartamento em Mandaveli e sentou-se no ch\u00e3o em frente a meu pai. Apesar de meu pai n\u00e3o ter conhecimento de ingl\u00eas, Krishnaji certificou-se de que ele recebesse a seguinte mensagem: \u201cSenhor, por favor, ensine a seu filho Desikachar tudo o que voc\u00ea sabe.\u201d<\/p><p>Todo ano, ao longo de aproximadamente dez anos, eu dei aulas a Krishnaji \u2014 as vezes na Inglaterra, as vezes na Su\u00ed\u00e7a, com frequ\u00eancia em Madras. Toda vez que o via, ele era um novo aluno pronto para aprender coisas novas. Sempre tive o privil\u00e9gio de visit\u00e1-lo sempre que ele quisesse. No entanto, ap\u00f3s o fim de nossas aulas formais, n\u00e3o o vi por v\u00e1rios anos, pois n\u00e3o queria perturb\u00e1-lo.<\/p><p>Em 1984, encontramo-nos ap\u00f3s um intervalo de dois anos. Fiquei surpreso quando ele me desafiou, \u201cPor que n\u00e3o nos encontramos nesses anos? Talvez voc\u00ea tenha se tornado um figur\u00e3o.\u201d<\/p><p>Encontramo-nos novamente em janeiro de 1985. Ele me convidou para almo\u00e7ar. Sugeri que era eu quem deveria convid\u00e1-lo. \u201cTalvez eu possa oferecer uma refei\u00e7\u00e3o de Vedic Chant?\u201d Ele respondeu rapidamente, \u201cSenhor, fa\u00e7a isso. Fa\u00e7a agora.\u201d Eu sugeri convidar um pequeno grupo de pessoas para tornar o almo\u00e7o mais interessante.<\/p><p>N\u00f3s fizemos o mantra. Ele ficou sentado atento por noventa minutos, \u00e0s vezes cantando o mantra conosco. Ao fim da sess\u00e3o, ele pediu um mantra espec\u00edfico, uma ora\u00e7\u00e3o a Krishna, de Mukunda Mala.<\/p><p>Em janeiro de 1986, encontrei-o alguns dias antes de sua partida repentina para os Estados Unidos. Ele era o mesmo homem. Perguntou sobre minha fam\u00edlia. Ele queria que eu repassasse para meu pai uma mensagem de respeito. Espontaneamente, fiz um pedido completamente incomum, \u201cSenhor, pe\u00e7o que me d\u00ea sua ben\u00e7\u00e3o.\u201d Ele respondeu, \u201cN\u00e3o, senhor, somos amigos.\u201d<\/p><p>Foi a \u00faltima mensagem que ele me passou.<\/p><p>Krishnaji nunca aceitou o papel de \u201cguru\u201d, mas aqueles que, como eu, tiveram a oportunidade de ensinar algo a ele, sabem que ele era um aluno exemplar. Me pergunto se ele queria que fiz\u00e9ssemos o mesmo antes mesmo de buscar um professor. H\u00e1 um ditado, \u201cO professor aparece apenas para o aluno diligente.\u201d<\/p><p>Eu n\u00e3o finjo saber o que Krishnaji ensinou atrav\u00e9s das palavras, mas ele ensinou tanto atrav\u00e9s do exemplo, pureza, pontualidade, dignidade de trabalho, respeito aos outros, humildade perante o professor independente de seu porte ou idade, entusiasmo para aprender totalmente, considera\u00e7\u00e3o por outras culturas.<\/p><p>Frequentemente dizem que ele n\u00e3o estava ciente dos problemas do homem comum. Mas sua preocupa\u00e7\u00e3o com os indianos, os indianos pobres, que s\u00e3o explorados por todos, transbordava. Ele ficava triste quando a religi\u00e3o explorava os pobres. Ele costumava compartilhar todos esses sentimentos de tristeza, evidentes em seus olhos.<\/p><p>Krishnaji n\u00e3o existe mais. Eu, por exemplo, posso dizer que ele nunca demonstrou menos preocupa\u00e7\u00e3o comigo do que com aqueles associados a ele. Ele sempre alertava, \u201cSenhor, n\u00e3o se torne um guru, n\u00e3o explore, n\u00e3o vire um rico.\u201d<\/p><p>Obrigado, Krishnaji. Irei lembrar de voc\u00ea e de seu conselho.<\/p><p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T.K.V. Desikachar MESTRE DE YOGA, MADRAS, \u00cdNDIA \u00a0 Tomei conhecimento de Krishnaji em uma carta escrita para meu pai na Su\u00ed\u00e7a por meu tio, B.K.S Iyengar (um renomado professor de yoga). Para meu tio, a participa\u00e7\u00e3o de Krishnaji em sua demonstra\u00e7\u00e3o de Asana em Saanen foi um grande evento. 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