{"id":2307,"date":"2022-12-18T21:04:42","date_gmt":"2022-12-18T21:04:42","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2307"},"modified":"2022-12-18T21:05:05","modified_gmt":"2022-12-18T21:05:05","slug":"mary-cadogan","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2307","title":{"rendered":"Mary Cadogan"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"2307\" class=\"elementor elementor-2307\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-efd1b74 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"efd1b74\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-10207104\" data-id=\"10207104\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3c884e89 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3c884e89\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mary Cadogan<\/strong><\/p><p style=\"text-align: center;\">ESCRITORA, LONDRES, INGLATERRA<\/p><p>EB: Mary, como foi seu primeiro contato com Krishnamurti, e o que os ensinamentos significaram para voc\u00ea?<\/p><p>MC: \u00c9 interessante discutir isso, porque sou de uma gera\u00e7\u00e3o que chegou a Krishnamurti de uma nova forma no fim dos anos 1940, pouco ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial. Antes disso, sua audi\u00eancia era majoritariamente teos\u00f3fica. Pessoas que haviam participado da Ordem da Estrela, principalmente. Ap\u00f3s a guerra, de repente, Krishnamurti come\u00e7ou a buscar pessoas mais jovens que n\u00e3o haviam qualquer hist\u00f3rico e que o viam em um contexto completamente novo. Isso foi o lento come\u00e7o do que viria a se tornar uma explos\u00e3o de interesse no in\u00edcio dos anos 1960.<\/p><p>Ele esteve nos Estados Unidos durante a guerra, afastado do contato com o p\u00fablico e com os leitores europeus. Nos anos 1940, eu era uma jovem mulher e, como outros que haviam sobrevivido \u00e0 guerra, tinha uma enorme consci\u00eancia da vida como algo infinitamente precioso. N\u00f3s realmente quer\u00edamos descobrir como usufruir dela e n\u00e3o sermos pegos nos terr\u00edveis conflitos nacionalistas. Sentia que o que eu estava buscando seria encontrado no campo das religi\u00f5es, mas eu n\u00e3o saberia dizer exatamente o que era. Eu considerava a religi\u00e3o com a qual eu havia crescido, o Cristianismo, e descobri que, para mim, ela n\u00e3o fornecia todas as respostas.<\/p><p>Era simplesmente o meu condicionamento.<\/p><p>Durante os anos de guerra eu havia percebido que o condicionamento pol\u00edtico e religioso era aparentemente um acidente de nascimento, e que deveria haver algo acima e superior \u00e0s limitadas opini\u00f5es ortodoxas recebidas. Se, por exemplo, eu houvesse nascido apenas poucas centenas de quil\u00f4metros a leste, eu teria sido alem\u00e3, e teria estado \u201cno outro lado\u201d durante o conflito. Eu tinha enorme consci\u00eancia do hist\u00f3rico cultural do povo judeu, porque uma grande parte deles havia vindo para o sul da Inglaterra como refugiados do nazismo. Havia frequentado a escola com meninas de v\u00e1rios pa\u00edses diferentes que eu nunca haveria conhecido se n\u00e3o fosse pela guerra.<\/p><p>Assim, em meio aos anos 1940, eu estava estudando outras abordagens religiosas, tal como ioga, Ramakrishna Vedanta, e ent\u00e3o a teosofia. A teosofia era atraente devido a seu internacionalismo, mas no tocante a mim, parecia muito superficial em algumas de suas explana\u00e7\u00f5es m\u00edsticas. Por\u00e9m, atrav\u00e9s dela eu tive contato com os livros de Krishnamurti e, assim que comecei a l\u00ea-los, percebi que ali havia algo diferente do que eu conhecia, escrito por algu\u00e9m que usava as palavras de forma \u00fanica.<\/p><p>Eu senti isso at\u00e9 nos primeiros trabalhos dele, porque indicavam aquilo que estava al\u00e9m das palavras, que era imensur\u00e1vel. \u00c9 claro que li seus livros mais recentes tamb\u00e9m e reagi a eles. Krishnamurti n\u00e3o apenas usa a linguagem de uma maneira extraordinariamente sens\u00edvel, at\u00e9 mesmo no n\u00edvel l\u00f3gico, o que ele disse era inexor\u00e1vel e imposs\u00edvel de negar. No entanto, a priori eu resisti um pouco. Disse a mim mesma, \u201cEsse homem tira nossas muletas antes de nos ensinar a andar.\u201d O que ele realmente faz! Ele falou sobre uma revolu\u00e7\u00e3o, uma revolu\u00e7\u00e3o pessoal e individual: uma mudan\u00e7a fundamental de todo valor que j\u00e1 tivemos, inclusive todas aquelas imagens s\u00fabitas e muito profundas de si mesmo. At\u00e9 ent\u00e3o minha busca religiosa havia sido de natureza reconfortante, mas de repente, atrav\u00e9s de Krishnamurti, vi a transpar\u00eancia do indumento complicado que eu havia vestido ao redor de meu ego.<\/p><p>EB: Poderia descrever sua rea\u00e7\u00e3o quando conheceu Krishnamurti pessoalmente?<\/p><p>MC: Sim. Eu o conheci no in\u00edcio dos anos 1950, quando ele estava palestrando em Londres. Na \u00e9poca eu morava no interior, 80 km de Londres. Quando eu e meu marido ficamos sabendo que ele viria para Londres foi uma forte emo\u00e7\u00e3o, mas eu estava bastante confusa com o fato de ver Krishnamurti. Eu tinha uma expectativa de que ele seria bonito e carism\u00e1tico, o que ele era, mas o achei mais austero do que havia imaginado. Eu devo ter tido uma imagem de algu\u00e9m de quem emanaria um enorme fluxo de calidez e serenidade. Na verdade, ele era en\u00e9rgico, passional e intenso \u2014 mas de alguma forma extremamente firme com seu p\u00fablico.<\/p><p>Ao longo dos anos, desde que o conheci, deparei-me com mais ternura. Tamb\u00e9m com mais senso de comunica\u00e7\u00e3o verdadeiramente individual, de modo que at\u00e9 quando ele estava falando com centenas ou milhares de pessoas, ele ainda conseguia falar como se estivesse na verdade conversando com um amigo. N\u00e3o penso que ele conseguisse fazer exatamente isso naqueles primeiros anos.<\/p><p>Tive sorte que Doris Pratt, que estava organizando as palestras em Londres, perguntou se gostar\u00edamos de conhecer Krishnamurti ap\u00f3s sua palestra, e obviamente eu disse \u201cSim.\u201d N\u00f3s o encontramos em um c\u00f4modo pequeno, e ent\u00e3o tivemos uma impress\u00e3o bem diferente dele porque houve todo o aconchego de estar na presen\u00e7a de algu\u00e9m que nos d\u00e1 total aten\u00e7\u00e3o. Estar no lado receptor disso foi uma experi\u00eancia profundamente satisfat\u00f3ria. Todos os nuances de explora\u00e7\u00e3o do ser humano por outro viravam cinzas na presen\u00e7a dele. Embora houvesse aten\u00e7\u00e3o vital, n\u00e3o houve nem remotamente qualquer uso emocional. Isso me intrigou. Eu percebi, mesmo na primeira reuni\u00e3o curta \u2014 e desde ent\u00e3o senti isso muitas vezes \u2014 o qu\u00e3o extraordinariamente aberto ele era. De certa forma, embora ele fosse um homem, ele havia transcendido o masculino ou o feminino.<\/p><p>Ele n\u00e3o era homem ou mulher, leste ou oeste, jovem ou velho. Havia verdadeira universalidade.<\/p><p>EB: Um ser humano que n\u00e3o se enquadra em nenhum tipo de categoria.<\/p><p>MC: Isso mesmo. Suponho que isso possa faz\u00ea-lo soar um tanto sem gra\u00e7a e sem caracter\u00edsticas, mas n\u00e3o era assim, de modo algum. Havia enorme vitalidade que eu nunca percebi em nenhuma outra pessoa.<\/p><p>EB: Voc\u00ea falou de uma qualidade diferente, uma alteridade, de certa forma. Como isso se manifestava?<\/p><p>MC: H\u00e1 muitas anedotas que eu poderia fazer, mas talvez, para mim, isso fosse melhor expresso em sua extraordin\u00e1ria tranquilidade, interioridade e naquela beleza que n\u00e3o era da exterioriza\u00e7\u00e3o, mas sim de algo que vinha de dentro.<\/p><p>EB: Ap\u00f3s esse encontro inicial, qual foi seu pr\u00f3ximo contato com ele?<\/p><p>MC: Continuei lendo seus livros \u2014 n\u00e3o t\u00ednhamos grava\u00e7\u00f5es, fitas ou v\u00eddeos na \u00e9poca, e quando Krishnamurti vinha a Londres eu frequentemente era convidada para participar de pequenos grupos de discuss\u00e3o com ele (naquela \u00e9poca ele reservava bastante tempo para encontrar pessoas individualmente). Minha quest\u00e3o era que uma parte de mim \u2014 de minha mente consciente, intelectual \u2014 recusava se calar, e eu sentia que, sem a quietude e os intervalos entre pensamentos que ele havia descrito, eu seria incapaz de continuar o ato de compreens\u00e3o. Assim, minha pergunta para ele foi, \u201cPor que n\u00e3o consigo ficar em sil\u00eancio?\u201d Antes de me encontrar com ele, pensava que essa fosse uma quest\u00e3o valiosa. Eu entrei no c\u00f4modo e ele estava sentado l\u00e1, parado e em sil\u00eancio, em um sil\u00eancio quase opressivo. Senti que n\u00e3o podia nem abrir minha boca para fazer uma pergunta! De certo modo, ele j\u00e1 estava fornecendo elementos que eram as \u201crespostas\u201d para minha pergunta. Quando eu finalmente perguntei, ele recebeu a pergunta em total sil\u00eancio. Ent\u00e3o, um tanto nervosa, porque nem sempre gostamos de sentar em sil\u00eancio com outro ser humano, encontrei-me seguindo em frente, tentando elaborar outras perguntas. Novamente, ele pouco respondeu \u2014 ent\u00e3o eu simplesmente parei. Pensei, \u201cIsso \u00e9 uma terr\u00edvel decep\u00e7\u00e3o, um total desperd\u00edcio do meu tempo. Nunca deveria ter pedido para v\u00ea-lo. N\u00e3o estou pronta. Eu deveria simplesmente sair e n\u00e3o voltar.\u201d<\/p><p>Ent\u00e3o ele se virou para mim e perguntou, \u201cAgora, sobre o que voc\u00ea realmente queria falar?\u201d Come\u00e7ou a falar um pouco sobre quieta\u00e7\u00e3o, mas rapidamente se desviou do assunto. O que ele fez, e eu percebi que era seu maior valor, foi simplesmente segurar um espelho para mim. Eu vi a mim mesma de formas que n\u00e3o poderia ver antes disso. E a pergunta que eu havia pensado j\u00e1 n\u00e3o se aplicava mais. Na verdade, n\u00e3o era uma pergunta, e n\u00e3o havia uma resposta. Percebi que eu estava lidando com as coisas de uma maneira que n\u00e3o era produtiva, e isso foi marcante, pois ele havia dito muito pouco.<\/p><p>EB: Como ele segurou um espelho para voc\u00ea? Ele deve ter dito algo que fez voc\u00ea ver a si mesma.<\/p><p>MC: Acho que foi sua quietude total. Esse foi o espelho \u2014 e sua escuta criativa. Anteriormente, eu havia buscado uma suposta quietude de maneira artificial.<\/p><p>Ent\u00e3o ele fez v\u00e1rios questionamentos que eu considerei irrelevantes, embora eles provavelmente n\u00e3o fossem. Ou talvez fossem para me acalmar. Acho que ele dizia o tempo todo, \u201cAcorde e veja. Voc\u00ea n\u00e3o olhou de verdade para si mesma nos n\u00edveis mais profundos.\u201d Ele estava assinalando que o que eu estava realmente fazendo era olhando atrav\u00e9s de uma tela de imagens.<\/p><p>Tudo o que eu posso dizer \u00e9 que sai da sala como uma pessoa diferente da que havia entrado. Era como se eu tivesse olhado atrav\u00e9s de um tipo de espelho de raio X que havia mostrado todas as minhas camadas.<\/p><p>Ap\u00f3s isso, senti que meu relacionamento com o que ele dizia se tornou completamente verdadeiro. Em 1958, ap\u00f3s conversar com Krishnamurti e Rajagopal (que era respons\u00e1vel pelos escrit\u00f3rios da\u00a0<em>Krishnamurti Writings, Inc.\u00a0<\/em>nos Estados Unidos, na \u00cdndia e na Gr\u00e3-Bretanha), Doris Pratt perguntou se eu aceitaria assumir o escrit\u00f3rio de Londres, que era respons\u00e1vel pelo trabalho na Europa,\u00a0 na Comunidade Brit\u00e2nica de Na\u00e7\u00f5es e em muitas outras partes do mundo. Obviamente eu disse que gostaria, mas eu trabalharia principalmente de casa, porque eu tinha que cuidar de meu beb\u00ea. Na \u00e9poca, o escrit\u00f3rio n\u00e3o era nem de longe t\u00e3o agitado quanto veio a se tornar pouco tempo depois.<\/p><p>Perguntei a ele se o interesse em seu trabalho, que come\u00e7ou a aflorar nos anos 1960, poderia ter surgido antes. Ele insinuou que a \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d aconteceu naquela \u00e9poca porque era quando ela tinha que acontecer. As coisas estavam mudando ao redor de todo o mundo. Muitas das velhas tradi\u00e7\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es estavam se rompendo \u2014 a forma como as pessoas se vestiam, conversavam, pensavam: a transcend\u00eancia das amarras da classe social ou das distin\u00e7\u00f5es raciais e nacionalistas. A mudan\u00e7a foi desencadeada em parte pela primeira publica\u00e7\u00e3o internacional de um livro de Krishnamurti, A Educa\u00e7\u00e3o e o Significado da Vida, em 1953, seguido por A Primeira e a \u00daltima Liberdade. Estes livros e os subsequentes alcan\u00e7aram um grande p\u00fablico. Muitos dos que compareciam \u00e0s palestras diziam haver ouvido falar de Krishnamurti pela primeira vez atrav\u00e9s do livro A Primeira e a \u00daltima Liberdade.<\/p><p>Krishnamurti deu um passo decisivo em 1961, quando foram iniciadas suas reuni\u00f5es internacionais em Saanen, na Su\u00ed\u00e7a. Na \u00e9poca, as decis\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o (se posso cham\u00e1-las assim) n\u00e3o eram discutidas com Krishnamurti. Creio que foi mais ou menos nessa \u00e9poca que ele renunciou ao comit\u00ea da\u00a0<em>Krishnamurti Writings, Inc.<\/em>, mas ele j\u00e1 n\u00e3o era um membro ativo h\u00e1 algum tempo.<\/p><p>EB: Ele estava l\u00e1 como um l\u00edder figurativo?<\/p><p>MC: Ele sentia ser correto que se envolvesse porque, afinal, muito dinheiro e esfor\u00e7o havia sido fornecido em seu nome. Ele havia confiado outros para o trabalho, mas provavelmente come\u00e7ou a perceber de forma mais cr\u00edtica que ele tinha que participar de forma mais ativa e s\u00e9ria. Porque o trabalho n\u00e3o estava florescendo do modo como se esperava.<\/p><p>Recordo de ter falado para ele bem cedo nos anos 1960, \u201cGostaria que voc\u00ea se interessasse mais pelo modo como o trabalho \u00e9 realizado\u201d, e ele deixou claro que pretendia faz\u00ea-lo. Devo dizer que ele sempre honrou isso, mesmo em situa\u00e7\u00f5es muito dif\u00edceis ocasionalmente.<\/p><p>Anteriormente, em 1961, ele sugeriu que fiz\u00e9ssemos a reuni\u00e3o internacional na Su\u00ed\u00e7a porque o pa\u00eds era tradicionalmente\u00a0 neutro. Ele tamb\u00e9m conhecia e amava o terreno montanhoso da regi\u00e3o de Oberland Bern\u00eas. Saanen foi estabelecida, e ele trouxe alguns de n\u00f3s para o comit\u00ea nas reuni\u00f5es de Saanen, que n\u00e3o era diretamente ligada a\u00a0<em>Krishnamurti Writings, Inc.\u00a0<\/em>ou a outras organiza\u00e7\u00f5es. A reuni\u00e3o anual de v\u00e1rias semanas deu um \u00edmpeto totalmente novo para o trabalho. Ela se originou na Europa porque, na \u00e9poca, n\u00e3o parecia haver muita coisa acontecendo na Calif\u00f3rnia que, alguns anos antes, havia sido o centro do trabalho. As coisas estavam indo bem na \u00cdndia no entanto, onde havia escolas da Funda\u00e7\u00e3o da Nova Educa\u00e7\u00e3o, que foi inspirada em Krishnamurti.<\/p><p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mary Cadogan ESCRITORA, LONDRES, INGLATERRA EB: Mary, como foi seu primeiro contato com Krishnamurti, e o que os ensinamentos significaram para voc\u00ea? MC: \u00c9 interessante discutir isso, porque sou de uma gera\u00e7\u00e3o que chegou a Krishnamurti de uma nova forma no fim dos anos 1940, pouco ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial. 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