{"id":2209,"date":"2022-12-18T20:53:03","date_gmt":"2022-12-18T20:53:03","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2209"},"modified":"2022-12-18T20:53:27","modified_gmt":"2022-12-18T20:53:27","slug":"giddu-narayanan","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2209","title":{"rendered":"Giddu Narayanan"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"2209\" class=\"elementor elementor-2209\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-58f7c727 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"58f7c727\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-612fbb91\" data-id=\"612fbb91\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1598a128 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1598a128\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong>Giddu Narayanan<\/strong><\/p><p style=\"text-align: center;\">EDUCADOR, VALLEY SCHOOL, BANGALORE, \u00cdNDIA<\/p><p>\u00a0<\/p><p>EB: Voc\u00ea contou uma hist\u00f3ria na qual Krishnamurti relatou algo que chamaram de milagre. Poderia nos contar sobre isso?<\/p><p>GN: Anos atr\u00e1s eu estava caminhando com Krishnaji pela praia em Madras. Foi por volta de 1959. Enquanto caminh\u00e1vamos, perguntei a ele sobre milagres e o que ele pensava sobre o assunto. Ele disse, \u201cTe contarei uma anedota\u201d. Ele contou que um homem havia o procurado e pedido que ele ajudasse sua esposa. Sua perna havia sido severamente fraturada e havia algo crescendo entre duas juntas, que n\u00e3o podiam ser operadas. Assim, seria necess\u00e1rio amputar a perna dela na altura do joelho. Ent\u00e3o Krishnaji disse, \u201cO que eu posso fazer? Se quiser, pode trazer sua esposa\u201d. Ent\u00e3o, no dia seguinte a esposa foi levada ao escrit\u00f3rio dele, carregada em uma maca. Ela estava chegando quando Krishnaji saiu de seu quarto, e ela o viu. Seus olhos se encontraram, e assim ela se levantou e saiu andando. Essa \u00e9 a anedota. Krishnaji se voltou para mim e disse, \u201cRapaz, eu pensei que eles estivessem brincando comigo\u201d. Ent\u00e3o eu fiquei em sil\u00eancio. Pensei que talvez fosse uma piada. Ent\u00e3o ele disse, ap\u00f3s um tempo, \u201cNo dia seguinte, de manh\u00e3, a filha deles veio com uma guirlanda e disse, \u201cVoc\u00ea sabe o que fez pela minha m\u00e3e? Foi um milagre\u201d. Havia um grande senso de humor no modo como ele disse isso. Ent\u00e3o eu perguntei a Krishnaji, \u201cFoi porque ela tinha f\u00e9 em voc\u00ea?\u201d Ele respondeu, \u201cN\u00e3o, esse n\u00e3o foi o motivo\u201d. \u201cEnt\u00e3o, como isso foi poss\u00edvel?\u201d Eu perguntei. Ele disse, \u201cEm algum lugar, alguma coisa mudou\u201d. Ent\u00e3o eu questionei novamente, \u201cO que \u00e9 isso que muda?\u201d Ele disse, \u201cEnergia. A energia passa.\u201d E assim a conversa acabou. Krishnaji era muito modesto quando convers\u00e1vamos sobre seus poderes de cura. Por\u00e9m, ele fez um coment\u00e1rio muito interessante, ele disse, \u201cCurar o corpo \u00e9 uma quest\u00e3o simples. Um bom m\u00e9dico pode fazer isso. Mas curar a mente \u00e9 muito mais profundo e grandioso. Curar a mente da m\u00e1goa, do medo e da solid\u00e3o requer grande aten\u00e7\u00e3o e profundidade.\u201d Assim, Krishnaji n\u00e3o queria que seus amigos falassem de seu poder de cura porque essa n\u00e3o era a fun\u00e7\u00e3o dele. Sua principal miss\u00e3o, se pudermos chamar de miss\u00e3o, era curar a mente. E isso vem claramente porque o principal objetivo de seus ensinamentos \u00e9 libertar o homem incondicionalmente.<\/p><p>EB: Voc\u00ea disse que Krishnaji se comunicava mais atrav\u00e9s do sil\u00eancio, talvez, mais do que de palavras. Como voc\u00ea explica isso?<\/p><p>GN: Krishnaji era um grande expoente do di\u00e1logo atrav\u00e9s de palavras e refinamento da comunica\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, era preciso conhec\u00ea-lo pessoalmente para compreender a natureza da quietude, porque se voc\u00ea sa\u00edsse para fazer uma caminhada com ele, seria muito dif\u00edcil fazer qualquer pergunta. Era poss\u00edvel vivenciar uma qualidade de sil\u00eancio, beleza e compaix\u00e3o, e \u00e9 dif\u00edcil separar uma da outra. O questionamento, o sil\u00eancio e a observa\u00e7\u00e3o caminham juntos, e era poss\u00edvel observar a personifica\u00e7\u00e3o dessas qualidades em Krishnamurti na maneira como ele falava e vivia.<\/p><p>Em 1970, Krishnamurti retornou novamente \u00e0 \u00cdndia ap\u00f3s se ausentar por dezoito meses, embarcando nas habituais rodas de conversas, di\u00e1logos e confer\u00eancias. Diferente do que havia feito nos anos anteriores, ele n\u00e3o p\u00f4de ficar l\u00e1 devido a uma disputa legal acerca da propriedade de Vasanta Vihar em Madras, resultante do caso Rajagopal. As discuss\u00f5es em andamento entre o Procurador Geral adjunto da Calif\u00f3rnia e a outra parte ainda n\u00e3o haviam chegado a um desfecho. Rajagopal n\u00e3o estava interessado em um acordo.<\/p><p>Em mar\u00e7o de 1970, Krishnamurti falou no Audit\u00f3rio C\u00edvico de Santa Monica, que comporta tr\u00eas mil pessoas, e centenas tiveram que ser rejeitadas. Sempre houve aqueles que deixavam o audit\u00f3rio em meio \u00e0s palestras, ofendidos por algumas observa\u00e7\u00f5es particularmente desafiadoras sobre nacionalismo, religi\u00e3o ou muitas outras coisas que prezamos. Isso aconteceria inevitavelmente em qualquer pa\u00eds em que ele estivesse, fosse na \u00cdndia, com seus modos profundamente arraigados e tradicionais, fosse na Europa, nas reuni\u00f5es internacionais de Saanen, ou nos Estados Unidos, onde uma mar\u00e9 crescente de fundamentalismo trouxe respostas irritantes e exigentes em algumas das palestras.<\/p><p>Um alinhamento que parecia estar acima dessas interpreta\u00e7\u00f5es limitadas foi o do grupo psicoterap\u00eautico na moda nas d\u00e9cadas de 1950, 1960 e 1970.<\/p><p>David Shainberg foi um membro distinto desse grupo psicoterap\u00eautico. Decano do Programa de Treinamento Especializado em Medicina Psicanal\u00edtica do Centro de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Mental de Nova York, autor de\u00a0<em>The Transforming Self<\/em>\u00a0e v\u00e1rios artigos profissionais, ele se engajou em v\u00e1rios di\u00e1logos prolongados com Krishnamurti, alguns dos quais foram gravados em v\u00eddeo. A s\u00e9rie\u00a0<em>A Transforma\u00e7\u00e3o do Homem<\/em>\u00a0com Krishnamurti, o professor David Bohm e o Dr. Shainberg, foi especialmente notada.<\/p><p>Neste artigo escrito para o boletim de ver\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Krishnamurti, ele escreve sobre esta importante reuni\u00e3o.<\/p><p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Giddu Narayanan EDUCADOR, VALLEY SCHOOL, BANGALORE, \u00cdNDIA \u00a0 EB: Voc\u00ea contou uma hist\u00f3ria na qual Krishnamurti relatou algo que chamaram de milagre. Poderia nos contar sobre isso? GN: Anos atr\u00e1s eu estava caminhando com Krishnaji pela praia em Madras. Foi por volta de 1959. 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