{"id":2044,"date":"2022-12-18T20:29:02","date_gmt":"2022-12-18T20:29:02","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2044"},"modified":"2022-12-18T20:29:27","modified_gmt":"2022-12-18T20:29:27","slug":"alan-w-anderson","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2044","title":{"rendered":"Alan W. Anderson"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"2044\" class=\"elementor elementor-2044\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-7bc968e1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7bc968e1\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-62bf9da0\" data-id=\"62bf9da0\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d8767ac elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d8767ac\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong>Alan W. Anderson<\/strong><\/p><p style=\"text-align: center;\">PROFESSOR EM\u00c9RITO DE ESTUDOS RELIGIOSOS, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SAN DIEGO<\/p><p>S\u00e3o raros aqueles que podemos considerar grandes professores. Essa \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o comum e, como uma trivialidade, quase n\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o. No entanto, essa desaten\u00e7\u00e3o n\u00e3o altera o fato de que o \u00f3bvio oculta os mais proeminentes significados. Ao longo de mil\u00eanios, praticamente sem sucesso, s\u00e1bios t\u00eam enfatizado isso. O fil\u00f3sofo pr\u00e9-socr\u00e1tico Her\u00e1clito escreveu que a natureza ama se esconder e que, a n\u00e3o ser que se espere o inesperado, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel encontr\u00e1-la, uma vez que ela dificilmente aparece. Na mesma linha de pensamento, o pensador seminal espanhol Jos\u00e9 Ortega y Gasset contemplou esse tema, afirmando que vivemos rodeados por m\u00e1scaras.<\/p><p>Poder interpretar em nossa mente e desenvolver intelectualmente essas observa\u00e7\u00f5es \u00e9 uma das caracter\u00edsticas de nossa esp\u00e9cie humana, mas sem encontr\u00e1-las visceralmente ou mesmo sermos tocados por elas emocionalmente. Uma rela\u00e7\u00e3o com o \u00f3bvio t\u00e3o destitu\u00edda de vida tem nos gerado, atrav\u00e9s da tecnologia, enorme poder material sobre nosso ambiente f\u00edsico. Infelizmente, ela n\u00e3o contribuiu em nada para o avan\u00e7o da auto indaga\u00e7\u00e3o. Sem ela a natureza humana n\u00e3o pode alcan\u00e7ar sua promessa essencial, que \u00e9 tornar-se livre de mal-entendidos consigo mesma.<\/p><p>Como esp\u00e9cie, deformamo-nos quando medimos de maneira completamente abstrata nossa conduta, seja com base em mem\u00f3ria, dogma, ideologia, autoimagem ou um colapso com a autoridade do outro. A pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o, que desde a era Rom\u00e2ntica goza dos mais selvagens louvores, tamb\u00e9m n\u00e3o passa de um guia abstrato. Ao contr\u00e1rio da natureza, a imagina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sua pr\u00f3pria regra. O desejo por autocorre\u00e7\u00e3o inerente \u00e9 o calcanhar de Aquiles da imagina\u00e7\u00e3o. A confian\u00e7a excessiva na imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 o principal problema da psicologia profunda e, at\u00e9 que mude seu centro de gravidade, continuar\u00e1 falhando com a promessa apresentada por ela nos princ\u00edpios de Freud e Jung.<\/p><p>Por mais importante que seja reconhecer a tend\u00eancia ou ess\u00eancia constante de uma coisa, representada matem\u00e1tica ou literalmente, essa abstra\u00e7\u00e3o intelectual n\u00e3o pode substituir a exist\u00eancia da pr\u00f3pria coisa, que \u00e9 repleta de mudan\u00e7as incalcul\u00e1veis no ir e vir de sua vida.<\/p><p>Uma compreens\u00e3o filos\u00f3fica dessa distin\u00e7\u00e3o entre ess\u00eancia e exist\u00eancia ainda \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o. A n\u00e3o ser que se considere que a filosofia socr\u00e1tica se preocupava com a sabedoria. Infelizmente a filosofia acad\u00eamica na atualidade apresenta pouco ou mesmo nenhum interesse na tradi\u00e7\u00e3o da sabedoria como tal e, assim, muitos estudantes talentosos que poderiam contribuir com sua distin\u00e7\u00e3o se esquivam dela.<\/p><p>Antes de conhecer KRishnamurit, essas quest\u00f5es chamaram minha aten\u00e7\u00e3o por muitos anos. Tive o privil\u00e9gio de ser convidado para compartilhar de vinte di\u00e1logos com ele, dezoito dos quais abrangem o livro \u201cUma Maneira Totalmente Diferente De Viver\u201d. Os v\u00eddeos e transcri\u00e7\u00f5es tratam do tema da transforma\u00e7\u00e3o humana independente do conhecimento e do tempo. Ele me causou uma profunda impress\u00e3o e era a influencia mais importante de todos professores que vim a conhecer. A abordagem que ele possu\u00eda da auto indaga\u00e7\u00e3o era l\u00facida, inabal\u00e1vel e correta. Tenho uma enorme d\u00edvida com ele.<\/p><p>Fiquei impressionado com sua aten\u00e7\u00e3o desde nossas primeiras conversas. N\u00e3o havia nada inventado em sua aten\u00e7\u00e3o, e ela n\u00e3o se baseava em um esfor\u00e7o muscular da vontade de estar presente. Em um n\u00edvel diferente, ela pode ser comparada \u00e0 din\u00e2mica do equil\u00edbrio, como quando andamos de bicicleta, dirigimos um carro ou simplesmente caminhamos. A menos que haja um dist\u00farbio no ouvido interno ou algum outro impedimento, a caminhada natural \u00e9 auto inconsciente, mas n\u00e3o inconsciente. Al\u00e9m de for\u00e7a e habilidade, caminhar implica aptid\u00e3o, que \u00e9 um dom. Como a maioria de n\u00f3s caminha, parece n\u00e3o haver muito, se \u00e9 que algum dom nisso. No entanto, sem aptid\u00e3o, nossa caminhada seria o oposto de espont\u00e2nea, seria desajeitada, puramente mec\u00e2nica e como se fossemos marionetes. O ato de escutar de Krishnamurti era pura aptid\u00e3o. Dispunha da simplicidade e abertura de uma crian\u00e7a com a aten\u00e7\u00e3o de um guerreiro. Combinava a inofensividade da pomba com a sabedoria da serpente.<\/p><p>Essa forma de ser me instruiu muito sobre educa\u00e7\u00e3o e ensino. Isso me deixou claro por que tantos alunos talentosos n\u00e3o chegam ao ensino superior \u2013 a principal queixa \u00e9 que tudo parece irreal, n\u00e3o havendo rela\u00e7\u00e3o entre pensar a vida e viv\u00ea-la.<\/p><p>N\u00e3o sei outra maneira de lidar com essa obje\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser convidar o aluno a examinar seu conflito de motivos por meio de um ato de aten\u00e7\u00e3o puro, n\u00e3o como um esfor\u00e7o positivo, mas como um esfor\u00e7o negativo. Negativo, uma vez que \u201cna aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 exclus\u00e3o, resist\u00eancia ou esfor\u00e7o, e, portanto, n\u00e3o h\u00e1 fronteira, n\u00e3o h\u00e1 limites\u201d. Negativo novamente, uma vez que um ato de aten\u00e7\u00e3o puro n\u00e3o se abre para um entendimento positivo. Em vez disso, descobre a sufici\u00eancia surpreendente existente naquilo que apenas n\u00e3o \u00e9 mal-entendido. De repente, a dist\u00e2ncia entre o esfor\u00e7o e o objetivo j\u00e1 n\u00e3o se mant\u00e9m por tempo algum entre o ato de aten\u00e7\u00e3o e a cura j\u00e1 em curso. Aqui, o tempo de resposta \u00e9 exato.<\/p><p>Essa nega\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre para alcan\u00e7ar algo melhor. Krishnamurti afirma precisamente: \u201cA nega\u00e7\u00e3o \u00e9 negar o que \u00e9 falso sem saber o que \u00e9 a verdade. \u00c9 enxergar o falso no falso e ver a verdade no falso, e \u00e9 a verdade que nega o falso. Voc\u00ea v\u00ea o que \u00e9 falso, e a pr\u00f3pria vis\u00e3o do que \u00e9 falso \u00e9 a verdade.\u201d<\/p><p>Durante nossas conversas ao longo desses dezoito di\u00e1logos, outra caracter\u00edstica da aten\u00e7\u00e3o como nega\u00e7\u00e3o, no sentido acima, come\u00e7ou a se revelar para mim. Os di\u00e1logos n\u00e3o eram ensaiados de maneira alguma, mas mesmo assim procediam em uma ordem intr\u00ednseca a eles. Muitas pessoas que os viram e ouviram do come\u00e7o ao fim comentaram isso comigo. Em alguns casos a observa\u00e7\u00e3o gerou um di\u00e1logo que se moveu da mesma maneira, desde que prevalecesse um ato incontrolado de aten\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Literalmente, o processo \u00e9 um avan\u00e7o. Avan\u00e7ar significa movimentar-se de uma fonte. Um processo completo implica um come\u00e7o, um meio e um fim, e esses n\u00f3s estruturais est\u00e3o suscet\u00edveis a desarranjos se n\u00e3o se manterem unidos por um princ\u00edpio de ordem. Como observado acima, esse princ\u00edpio est\u00e1 presente com um ato de aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o controlado. Isso significa que n\u00e3o h\u00e1 uma organiza\u00e7\u00e3o preconcebida imposta ao ato de aten\u00e7\u00e3o.<\/p><p>\u00c0 medida que os di\u00e1logos progrediam, ficou mais claro para mim a partir das declara\u00e7\u00f5es de Krishnamurti que, como ele mesmo disse, \u201co primeiro passo \u00e9 o \u00faltimo passo\u201d. \u00c9 este primeiro passo que no in\u00edcio subverte o processo ou o leva a florescer. Al\u00e9m disso, esse primeiro passo n\u00e3o pode ser apenas um passo dentre os outros que se seguem. Em vez disso, \u00e9 o \u00fanico passo que deve informar todos os demais para que o processo permane\u00e7a s\u00f3lido o tempo todo ou, para ser exato, se a cura e a sa\u00fade devem prevalecer. Nesse sentido, nunca superamos a estaca zero, e nem h\u00e1 necessidade para tal.<\/p><p>Esse primeiro passo \u00e9 ver o falso no falso, e esse ver do falso \u00e9 a verdade. Qu\u00e3o diferente isso \u00e9 da no\u00e7\u00e3o eg\u00f3ica de que algu\u00e9m pode ver a verdade, a bondade e a beleza pura. No sentido estrito, n\u00e3o h\u00e1 um eu aqui que fa\u00e7a um puro ato de aten\u00e7\u00e3o sobre um objeto que est\u00e1 l\u00e1. Assim, n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre sujeito e objeto \u2013 a contradi\u00e7\u00e3o que, desde tempos remotos, tem gerado debates infinitamente cansativos sobre como sabemos que sabemos e sobre o dilema do livre arb\u00edtrio. A vida vivida de maneira genuinamente meditativa, isto \u00e9, com um ato permanente de aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se envergonha de tais perguntas, pois mesmo quando as considera, \u00e9 vivida livre de um conflito de motivos.<\/p><p>Faz uns vinte anos que Krishnamurti e eu conversamos e, ap\u00f3s a conclus\u00e3o de nossos di\u00e1logos, n\u00e3o tive a sorte de v\u00ea-lo novamente. Por\u00e9m, nossas discuss\u00f5es permanecem comigo em esp\u00edrito exatamente como h\u00e1 duas d\u00e9cadas.<\/p><p>Desde ent\u00e3o, ao refletir sobre essas coisas, uma pergunta em particular ganhou import\u00e2ncia para mim. Que recurso temos para criar e para cumprir um ato de aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o controlado? Essa quest\u00e3o tem o mais pungente significado para quem pergunta \u201cQual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o pensamento orientado para objetivos e a vida vivida meditativamente ou sem um por qu\u00ea?\u201d<\/p><p>Durante um de nossos di\u00e1logos, chamado \u201cOuvindo e Vendo\u201d, Krishnamurti afirmou notavelmente que o ato de ouvir n\u00e3o estaria deixando nada interferir no ato de ver. Essa observa\u00e7\u00e3o renovou minha paix\u00e3o pela afirma\u00e7\u00e3o de S\u00f3crates de que ele tinha um dem\u00f4nio que sempre lhe dizia o que n\u00e3o fazer e que essa voz divina o acompanhava constantemente. Pensei em dar a esse recurso o nome intui\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Por intui\u00e7\u00e3o aqui, n\u00e3o me refiro a uma das quatro fun\u00e7\u00f5es da psique de Jung, uma jun\u00e7\u00e3o preocupada principalmente com a percep\u00e7\u00e3o. A intui\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o possui conte\u00fado e age simplesmente como um aviso. Ela encontra-se abaixo do limiar da personalidade e do eu ps\u00edquico. N\u00e3o \u00e9 cooptada por arqu\u00e9tipos, nem est\u00e1 sujeita \u00e0s persuas\u00f5es da vontade e do sentimento. Entretanto, quando esses \u00faltimos se relacionam ineptamente \u00e0 intui\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, como a voz que diz o que n\u00e3o fazer, essa voz fica abafada ou at\u00e9 mesmo inaud\u00edvel. Parece que as criaturas selvagens a recebem puramente, especialmente aquelas que continuam sobrevivendo \u00e0s atrocidades humanas em seus dom\u00ednios. Talvez esteja aliada ao que os hindus chamam de\u00a0<em>Atman<\/em>, os budistas de\u00a0<em>Suchness,<\/em>\u00a0e os crist\u00e3os de Esp\u00edrito Santo.<\/p><p>Acredito que esse recurso permita que o auto indagador mantenha n\u00e3o confusa a fun\u00e7\u00e3o natural do pensamento linear, calculista orientado para objetivos e a vida vivida meditativamente, uma maneira de ser que se satisfaz por meio de seu pr\u00f3prio exerc\u00edcio, uma vida sem um porqu\u00ea. O pensamento calculista, que se direciona para um objetivo localizado fora dos meios tomados para alcan\u00e7\u00e1-lo, \u00e9 necessariamente limitado pelo tempo. Alguns entenderam Krishnamurti de maneira equivocada, como um pensamento denegridor dessa ordem. Isso os levou a olhar desconfiados, at\u00e9 mesmo a rejeitar a tecnologia. Isso \u00e9 uma leitura equivocada. N\u00e3o \u00e9 a tecnologia, o pensamento e o conhecimento que Krishnamurti investiga, mas o uso indevido deles.<\/p><p>Os pensamentos calculista e meditativo se op\u00f5em apenas no pensamento que ainda n\u00e3o penetrou sua opera\u00e7\u00e3o rec\u00edproca. Um ato de aten\u00e7\u00e3o puro n\u00e3o \u00e9 prejudicado por nenhuma realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Pelo contr\u00e1rio, sem a atitude meditativa aberta \u00e0 intui\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, qualquer tipo de pr\u00e1tica \u00e9 ref\u00e9m de in\u00fameras fixa\u00e7\u00f5es e no\u00e7\u00f5es aberradas. A imagina\u00e7\u00e3o, por todo seu servi\u00e7o essencial \u00e0 criatividade, facilmente promove as extravag\u00e2ncias da emo\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica.<\/p><p>A s\u00f3lida rela\u00e7\u00e3o entre os pensamentos calculista e meditativo n\u00e3o \u00e9 uma coincid\u00eancia de opostos, mas sua coopera\u00e7\u00e3o. Nessa rela\u00e7\u00e3o, pensamento e exist\u00eancia correspondem, o trabalho do mundo se realiza enquanto se vive sem um porqu\u00ea. Lao Tzu e Krishnamurti parecem um quando Lao Tzu diz, \u201d O Tao nada faz, mas ao mesmo tempo nada deixa de ser feito\u201d.<\/p><p>Sou profundamente grato pelas instru\u00e7\u00f5es que recebi durante minhas conversas com Krishnamurti, pois elas continuam sendo uma fonte inesgot\u00e1vel de inspira\u00e7\u00e3o, sugest\u00e3o e nutri\u00e7\u00e3o. Elas se abrem para o ilimitado.<\/p><p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alan W. Anderson PROFESSOR EM\u00c9RITO DE ESTUDOS RELIGIOSOS, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SAN DIEGO S\u00e3o raros aqueles que podemos considerar grandes professores. Essa \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o comum e, como uma trivialidade, quase n\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o. 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