{"id":2013,"date":"2022-12-18T20:24:47","date_gmt":"2022-12-18T20:24:47","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2013"},"modified":"2022-12-18T20:25:40","modified_gmt":"2022-12-18T20:25:40","slug":"achyut-patwardhan","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=2013","title":{"rendered":"Achyut Patwardhan"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"2013\" class=\"elementor elementor-2013\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3cbf12ef elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"3cbf12ef\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-535231e7\" data-id=\"535231e7\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-20e27101 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"20e27101\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong>Achyut Patwardhan<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">COMBATENTE ANTI-COLONIALISTA E FIL\u00d3SOFO, MADRAS, \u00cdNDIA<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Outro membro do grupo que acompanhava Krishnamurti foi o audacioso Achyut Patwardhan. Ardente revolucion\u00e1rio, era um l\u00edder entre as pessoas. Havendo vivido por longos per\u00edodos na clandestinidade, ele se camuflava buscando se esconder das autoridades governamentais. Foi ao encontro de Krishnamurti em 1947, desolado. uma vez que percebeu claramente que a luta pela afirma\u00e7\u00e3o e pelo poder, mantida sob controle enquanto o inimigo fora brit\u00e2nico, reafirmou-se em meio aos pr\u00f3prios indianos assim que os brit\u00e2nicos partiram. Al\u00e9m disso, o assassinato de Gandhi em janeiro de 1948 deixou o pa\u00eds em um frenesi de facciosismo e afli\u00e7\u00e3o. Essas s\u00e9rias percep\u00e7\u00f5es incitaram Patwardhan a desistir da vida pol\u00edtica e a se dedicar a quest\u00f5es mais contemplativas.<\/p>\n<p>Evelyn Blau: Krishnamurti aparentemente serviu como um grande guru. De que maneira voc\u00ea acha que ele era diferente?<\/p>\n<p>AP: Essa \u00e9 uma quest\u00e3o muito interessante, especialmente para um homem como eu, que come\u00e7ou tendo-o em considera\u00e7\u00e3o como um guru. De que forma Krishnaji explicou que n\u00e3o era um guru? Nosso relacionamento baseia-se em adquirir conhecimento do outro, inspirar-se com o outro, receber orienta\u00e7\u00e3o do outro. Krishnamurti tem insistido que, se dependemos do outro, a posi\u00e7\u00e3o dele deve ser elevada de qualquer forma, ent\u00e3o continuamos como seres humanos de \u201csegunda m\u00e3o\u201d. Ent\u00e3o devemos afirmar primeiro que h\u00e1 coisas que os outros n\u00e3o podem fazer por n\u00f3s. \u00c9 claro, h\u00e1 psic\u00f3logos e fil\u00f3sofos que nos fornecem importantes orienta\u00e7\u00f5es. Um instrutor de yoga dir\u00e1 como devemos nos sentar corretamente e como podemos organizar nosso dia. Todas essas informa\u00e7\u00f5es podem ser \u00fateis, mas Krishnaji queria que entend\u00eassemos que h\u00e1 uma importante fun\u00e7\u00e3o que devemos exercer n\u00f3s mesmos, que envolve entender o que ningu\u00e9m mais pode fazer: observar o processo de nosso pr\u00f3prio ego. Olhar para o processo de nosso pr\u00f3prio ego \u00e9 algo que ningu\u00e9m mais pode fazer por n\u00f3s. Assim, ele nos ajudou a entender exatamente como o pensamento e o desejo operam e como esse mecanismo de gan\u00e2ncia em seu todo opera. Dessa maneira, ele estava seguindo a grande tradi\u00e7\u00e3o budista. Ele a chamou de \u201cProcesso autossustent\u00e1vel de ignor\u00e2ncia que n\u00e3o possui um in\u00edcio, mas que possui apenas um fim.\u201d Essas palavras lembram as de Buda. Krishnamurti insistia que o homem deveria entender que h\u00e1 parte de seu desenvolvimento que \u00e9 adquirida atrav\u00e9s do conhecimento, da mem\u00f3ria, raz\u00e3o, pensamento e reflex\u00e3o. E h\u00e1 tamb\u00e9m um ponto em que se enxerga o limite do pensamento, que o pensamento cria o problema e n\u00e3o pode resolver todos os problemas criados por ele.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca do pensamento? Ele achava que era algo que o homem deveria investigar por si pr\u00f3prio e que a resposta deveria ser buscada em seu interior. A capacidade e o desejo de buscar um problema e uma resposta por si pr\u00f3prio significava que n\u00e3o poder\u00edamos nos dar ao luxo de depender de outro para descobrir a fonte de nossa inspira\u00e7\u00e3o e ilumina\u00e7\u00e3o. Acima de tudo, \u00e9 preciso entender o processo do ego. Agora, o processo do ego \u00e9 diferente. Quando dizemos \u201ceu\u201d, \u00e9 um ponto centrado em si pr\u00f3prio, mas quando dizemos \u201co processo do ego\u201d, \u00e9 o \u201ceu\u201d de todos, que inclui todos. De tal modo, usamos o \u201ceu\u201d, usamos nosso pr\u00f3prio c\u00e9rebro e o processamento de nossos pensamentos para compreender o processo do ego. Esse \u00e9 um fator impessoal importante. Deste modo Krishnamurti era bem diferente, uma vez que dizia que a dualidade entre o professor e o ensinado precisa desaparecer antes que seja poss\u00edvel compreender qualquer coisa, e compreender consiste em acabar com essa dualidade.<\/p>\n<p>UMA ANEDOTA: lembro-me de estarmos sentados, alguns de n\u00f3s juntos, e algu\u00e9m disse, \u201cQual \u00e9 o seu ensinamento, Krishnaji?\u201d Krishnaji pareceu um pouco severo e disse, \u201cN\u00e3o h\u00e1 ensinamento.\u201d Para aqueles entre n\u00f3s que o estavam escutando, essa resposta n\u00e3o gerou problemas uma vez que sab\u00edamos que o que ele estava tentando comunicar era que, caso ele dissesse qualquer coisa, isso imediatamente se transformaria em conhecimento, seria armazenado em nossa mem\u00f3ria e usado sempre que precis\u00e1ssemos dele. Desse modo, ele n\u00e3o nos forneceria algo que nos transformaria em seres humanos de \u201csegunda m\u00e3o\u201d. Assim, sentimo-nos castigados e nos calamos. Depois de alguns instantes, ele se pronunciou novamente, \u201c\u00c9 muito simples. Onde voc\u00ea est\u00e1, o outro n\u00e3o est\u00e1\u201d, e ent\u00e3o afastou-se.<\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Achyut Patwardhan COMBATENTE ANTI-COLONIALISTA E FIL\u00d3SOFO, MADRAS, \u00cdNDIA Outro membro do grupo que acompanhava Krishnamurti foi o audacioso Achyut Patwardhan. Ardente revolucion\u00e1rio, era um l\u00edder entre as pessoas. Havendo vivido por longos per\u00edodos na clandestinidade, ele se camuflava buscando se esconder das autoridades governamentais. 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