{"id":1238,"date":"2022-12-18T12:04:03","date_gmt":"2022-12-18T12:04:03","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=1238"},"modified":"2022-12-18T12:04:35","modified_gmt":"2022-12-18T12:04:35","slug":"08-08-1938","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=1238","title":{"rendered":"08\/08\/1938"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"1238\" class=\"elementor elementor-1238\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2a631ca1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2a631ca1\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-5b21eb08\" data-id=\"5b21eb08\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1478c1b9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1478c1b9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/jkrishnamurti.org\/content\/ommen-3rd-public-talk-8th-august-1938\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #0000ff;\">https:\/\/jkrishnamurti.org\/content\/ommen-3rd-public-talk-8th-august-1938<\/span><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Terceira Palestra em Ommen, Holanda<\/strong><\/p><p>Estive tentando explicar qual \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o interna correta para a pessoa ser ela mesma verdadeiramente; que enquanto existir o mecanismo de forma\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos, a pessoa n\u00e3o pode ser ela mesma, mesmo considerando que ele (o h\u00e1bito) seja bom. Todo h\u00e1bito impede a clareza da percep\u00e7\u00e3o e dissimula a pr\u00f3pria integridade da pessoa. Esse mecanismo foi desenvolvido como meio de fuga, um processo de dissimula\u00e7\u00e3o, de ocultar a confus\u00e3o e as incertezas da pr\u00f3pria pessoa; foi desenvolvido para encobrir a futilidade de suas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es e a rotina de trabalho, de ocupa\u00e7\u00e3o; ou para fugir do vazio, do sofrimento, dos desapontamentos e assim por diante.<\/p><p>Tentamos fugir, escapar da ignor\u00e2ncia e do medo formando h\u00e1bitos que ir\u00e3o neutraliz\u00e1-los, que v\u00e3o lhes impor resist\u00eancia \u2013 h\u00e1bitos de ideais e moralidade. Quando existe descontentamento, sofrimento, o intelecto, mecanicamente, aparece com solu\u00e7\u00f5es, explica\u00e7\u00f5es, sugest\u00f5es experimentais, que se cristalizam gradualmente e se tornam h\u00e1bitos de pensamento. Assim, o sofrimento e a d\u00favida s\u00e3o encobertos.<\/p><p>Portanto, o medo \u00e9 a origem desse mecanismo de forma\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos. Devemos compreender seu processo. Por compreender n\u00e3o quero dizer o mero alcance intelectual dele, mas o se tornar consciente dele como um processo real que est\u00e1 ocorrendo, n\u00e3o superficialmente, mas como uma coisa que acontece todo dia de sua vida. Compreens\u00e3o \u00e9 um processo de auto-revela\u00e7\u00e3o, de estar consciente n\u00e3o apenas objetivamente, mecanicamente, mas como uma parte de nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia.<\/p><p>Para compreender esse mecanismo de fuga atrav\u00e9s do h\u00e1bito, devemos primeiro descobrir a for\u00e7a motriz \u2013 o motivo que nos leva a certas a\u00e7\u00f5es, que traz em seu rastro o que chamamos experi\u00eancia. Enquanto n\u00e3o compreendermos a for\u00e7a motriz desse mecanismo que cria fuga, simplesmente considerar as fugas \u00e9 de pouco valor.<\/p><p>A experi\u00eancia \u00e9 um processo de acumula\u00e7\u00e3o e despojamento, de revela\u00e7\u00e3o e um fortalecimento de antigos h\u00e1bitos, um rompimento e constru\u00e7\u00e3o daquilo que chamamos a vontade. A experi\u00eancia ou fortalece a vontade ou, em alguns momentos, a destr\u00f3i, ou constr\u00f3i desejos vantajosos ou quebra aqueles desejos que armazenamos, apenas para criar novos. Nesse processo de experimentar, viver, h\u00e1 a gradual forma\u00e7\u00e3o da vontade.<\/p><p>Agora, n\u00e3o existe vontade divina, mas apenas a vontade comum, ordin\u00e1ria do desejo \u2013 a vontade de ter sucesso, de estar satisfeito, de ser. Essa vontade \u00e9 uma resist\u00eancia, e \u00e9 o fruto do medo que guia, escolhe, justifica, disciplina. Essa vontade n\u00e3o \u00e9 divina. Ela n\u00e3o est\u00e1 em conflito com a chamada vontade divina, mas por sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, \u00e9 uma fonte de sofrimento e conflito, pois \u00e9 a vontade do medo. N\u00e3o pode haver conflito entre luz e escurid\u00e3o; onde uma est\u00e1, a outra n\u00e3o est\u00e1. Conquanto possamos querer vestir essa vontade com divindade, com princ\u00edpios e nomes altamente sonoros, a vontade \u00e9, em sua ess\u00eancia, o resultado do medo, do desejo.<\/p><p>Alguns est\u00e3o conscientes dessa vontade do medo, com todas as suas permuta\u00e7\u00f5es e combina\u00e7\u00f5es. Talvez alguns percebam essa vontade como medo e tentem romp\u00ea-lo perseguindo-o em suas muitas express\u00f5es, criando, assim, outra forma de vontade: quebrando sua resist\u00eancia s\u00f3 para criar outra.<\/p><p>Ent\u00e3o, antes de come\u00e7armos a investigar os modos e meios de quebrar o medo atrav\u00e9s da disciplina, atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o de novos h\u00e1bitos e assim por diante, devemos primeiro compreender a for\u00e7a motriz que est\u00e1 por tr\u00e1s da vontade. Eu expliquei o que quero dizer por compreender: essa compreens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um processo intelectual, anal\u00edtico; ela n\u00e3o est\u00e1 na sala de visitas ou no especialista, mas deve ser compreendida nas a\u00e7\u00f5es cotidianas, em nossas rela\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. Ou seja, o processo de viver nos revelar\u00e1, se estivermos despertos realmente, o funcionamento dessa vontade, desse h\u00e1bito, o c\u00edrculo vicioso de criar uma resist\u00eancia depois de outra, o que podemos chamar de diferentes nomes \u2013 ideais, amor, Deus, verdade e por a\u00ed vai.<\/p><p>A for\u00e7a motriz por tr\u00e1s da vontade \u00e9 o medo, e quando come\u00e7amos a perceber isso, o mecanismo do h\u00e1bito interv\u00e9m, oferecendo novas sa\u00eddas, novas esperan\u00e7as, novos deuses. Ora, \u00e9 nesse exato momento, quando a mente come\u00e7a a interferir com a percep\u00e7\u00e3o do medo, que tem que haver grande vigil\u00e2ncia para n\u00e3o se apartar, n\u00e3o se distrair com as ofertas do intelecto, pois a mente \u00e9 sutil e astuta. Quando s\u00f3 existe medo sem nenhuma esperan\u00e7a de fuga, em seus momentos mais sombrios, na mais completa solid\u00e3o do medo, da\u00ed surge, por assim dizer, a luz que o dissipar\u00e1.<\/p><p>Qualquer tentativa que fizermos \u2013 superficialmente, intelectualmente \u2013 para destruir o medo atrav\u00e9s de v\u00e1rias formas de disciplina, padr\u00f5es de comportamento, s\u00f3 criar\u00e1 outras formas de resist\u00eancia; e \u00e9 nesse h\u00e1bito que estamos presos. Quando voc\u00ea pergunta como se livrar do medo, como romper h\u00e1bitos, voc\u00ea est\u00e1, realmente, abordando isso pelo exterior, intelectualmente, e sua pergunta n\u00e3o tem significado. Voc\u00ea n\u00e3o pode dissolver o medo por meio da vontade, pois a vontade \u00e9 filha do medo; e ele tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser destru\u00eddo pelo \u201camor\u201d, pois se o amor for usado com prop\u00f3sitos de destrui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 mais amor, mas outro nome para vontade.<\/p><p><strong>Interrogan<\/strong><b>te:<\/b> Por favor, o que \u00e9 \u201csamadhi\u201d? Aqueles que o alcan\u00e7aram sustentam que \u00e9 uma verdadeira realiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9, ao contr\u00e1rio, apenas um tipo de suic\u00eddio, o resultado final de um caminho artificial? N\u00e3o \u00e9 uma aus\u00eancia absoluta de toda atividade criativa? Voc\u00ea mostra a necessidade de ser voc\u00ea mesmo, e isso n\u00e3o \u00e9 uma mera morte da pessoa?<\/p><p><strong>Krishnamurti:<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>Qualquer processo que leve \u00e0 limita\u00e7\u00e3o, \u00e0 resist\u00eancia, \u00e0 supress\u00e3o de si mesmo, por assim dizer, em um estado intelectual ou ideal, \u00e9 destrutivo do viver criativo. Isso certamente \u00e9 \u00f3bvio. Ou seja, se a pessoa tem um ideal de amor \u2013 e todos os ideais s\u00e3o intelectuais e, portanto, mec\u00e2nicos \u2013 e tenta pratic\u00e1-lo, tornar o amor um h\u00e1bito, ela alcan\u00e7a, com certeza, um estado delimitado. Mas n\u00e3o \u00e9 o amor, \u00e9 apenas um estado de realiza\u00e7\u00e3o intelectual.<\/p><p>Essa busca pelo ideal \u00e9 tentada por todos os povos; os hindus a fazem a seu modo, e os crist\u00e3os e outros grupos religiosos tamb\u00e9m a fazem. O medo cria o ideal, o padr\u00e3o, o princ\u00edpio, pois a mente est\u00e1 em busca de satisfa\u00e7\u00e3o. Quando essa satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 amea\u00e7ada, a mente foge para o ideal. O medo, tendo criado o padr\u00e3o, modela o pensamento e o desejo, destruindo gradualmente a espontaneidade, o desconhecido, o criativo.<\/p><p><strong>Interrogante:<\/strong>\u00a0O maior medo que tenho \u00e9 que a vida de outro, ou a minha pr\u00f3pria, possa ser arruinada.<\/p><p><strong>Krishnamurti:<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>Cada um de n\u00f3s, a seu pr\u00f3prio modo, n\u00e3o est\u00e1 arruinando a pr\u00f3pria vida? N\u00e3o estamos destruindo nossa pr\u00f3pria integridade? Com nossos pr\u00f3prios desejos, nossos pr\u00f3prios condicionamentos, estamos arruinando nossas vidas individuais. Tendo controle sobre o outro, e tendo a capacidade de arruinar nossa pr\u00f3pria vida, procedemos distorcendo a vida do outro, seja de um filho, um dependente, ou um vizinho.<\/p><p>Existem institui\u00e7\u00f5es, governamentais e religiosas, as quais somos for\u00e7ados, prontamente ou com relut\u00e2ncia, a nos adaptarmos. Ent\u00e3o, a que tipo de destrui\u00e7\u00e3o o interrogante se refere? \u00c0 deliberada pervers\u00e3o de sua pr\u00f3pria vida, ou \u00e0 distor\u00e7\u00e3o por institui\u00e7\u00f5es poderosas? Nossa rea\u00e7\u00e3o natural \u00e9 dizer que as institui\u00e7\u00f5es, grandes ou pequenas, est\u00e3o corrompendo nossas vidas. A rea\u00e7\u00e3o da pessoa \u00e9 p\u00f4r a culpa no exterior, nas circunst\u00e2ncias.<\/p><p>Apresentando de outra forma, aqui estamos num mundo de arregimenta\u00e7\u00e3o, de compuls\u00e3o, de inteligentes t\u00e9cnicas do governo e das religi\u00f5es organizadas para vencer resist\u00eancias individuais \u2013 e o que se faz? Como o indiv\u00edduo vai agir? Imagino quantos de voc\u00eas se fizeram essa pergunta? Alguns podem ter percebido a brutalidade de tudo isso e se juntado a sociedades ou grupos que prometem alterar certas condi\u00e7\u00f5es. Mas no processo de altera\u00e7\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o do partido, da sociedade, adquiriu vastas propor\u00e7\u00f5es e se tornou o mais importante. Assim, o indiv\u00edduo est\u00e1 preso em seu mecanismo novamente.<\/p><p>Como vamos abordar essa quest\u00e3o? A partir de fora ou a partir do interior? N\u00e3o existe divis\u00e3o entre exterior e interior, mas mudar o exterior simplesmente, n\u00e3o pode alterar o interior fundamentalmente. Se voc\u00ea estiver consciente de que est\u00e1 destruindo sua pr\u00f3pria vida, como pode esperar que uma institui\u00e7\u00e3o ou um padr\u00e3o exterior o ajude?<\/p><p>Se voc\u00ea sentir profundamente que a viol\u00eancia sob qualquer forma s\u00f3 pode levar \u00e0 viol\u00eancia, embora n\u00e3o possa interromper as guerras, voc\u00ea ser\u00e1, pelo menos, um centro de sensatez, como um m\u00e9dico em meio \u00e0 doen\u00e7a. Assim, do mesmo modo, se voc\u00ea perceber integralmente de que modo est\u00e1 destruindo sua vida, essa pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o come\u00e7a a endireitar as coisas que est\u00e3o distorcidas. Tal a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma fuga.<\/p><p><strong>Interrogante:<\/strong>\u00a0Devemos voltar ao passado? Devo ficar consciente do que fui? Devo conhecer meu \u201ckarma\u201d?<\/p><p><strong>Krishnamurti:<\/strong>\u00a0Estando consciente, tanto o passado como o presente s\u00e3o revelados, o que n\u00e3o \u00e9 um processo misterioso, mas tentando compreender o presente, os medos passados e limita\u00e7\u00f5es s\u00e3o revelados.<\/p><p>\u201cKarma\u201d \u00e9 uma palavra s\u00e2nscrita cujo verbo correspondente significa agir. Uma filosofia de a\u00e7\u00e3o foi criada em torno da ideia central \u201cO que voc\u00ea planta, voc\u00ea colhe\u201d, mas n\u00e3o precisamos examinar tudo isso agora. Vemos que qualquer a\u00e7\u00e3o nascida da ideia de recompensa ou de puni\u00e7\u00e3o deve ser limitadora, pois tal a\u00e7\u00e3o nasce do medo. A a\u00e7\u00e3o traz clareza ou confus\u00e3o, dependendo do condicionamento da pessoa. Se ela \u00e9 criada para adorar o sucesso, aqui ou na chamada esfera espiritual, haver\u00e1 a busca de recompensa com seus medos e esperan\u00e7as, que condicionam toda a\u00e7\u00e3o, todo viver. Viver se torna, ent\u00e3o, um processo de aprendizagem, de constante acumula\u00e7\u00e3o de conhecimento. Por que guardamos esse chamado conhecimento?<\/p><p><strong>Interrogante:<\/strong>\u00a0N\u00e3o temos que ter em n\u00f3s mesmos algum padr\u00e3o de a\u00e7\u00e3o?<\/p><p><strong>Krishnamurti:<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>Agora chegamos \u00e0 pergunta fundamental: \u201cDeve-se viver por padr\u00f5es, sejam externos ou internos?\u201d N\u00f3s admitimos facilmente que o padr\u00e3o exterior \u00e9 aquele da compuls\u00e3o e, por isso, impede a realiza\u00e7\u00e3o individual. Confiamos num padr\u00e3o interno que cada um criou atrav\u00e9s de a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do julgamento de valores, desejos, experi\u00eancias, medos e assim por diante. Em que se baseia o padr\u00e3o interno, embora ele varie constantemente? Ele n\u00e3o se baseia no desejo de autoprote\u00e7\u00e3o e seus muitos medos? Esses desejos e medos criam um padr\u00e3o de comportamento, de moralidade, e o medo \u00e9 a norma constante, assumindo diferentes formas sob diferentes condi\u00e7\u00f5es. Existem aqueles que se abrigam na f\u00f3rmula intelectual, \u201cA vida \u00e9 \u00fanica\u201d, e outros no amor a Deus, que tamb\u00e9m \u00e9 uma f\u00f3rmula intelectual, e transformam isso em padr\u00f5es, princ\u00edpios, para sua vida cotidiana. A moralidade da vontade n\u00e3o \u00e9 moral, mas a express\u00e3o do medo.<\/p><p>8 de agosto de 1938<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>https:\/\/jkrishnamurti.org\/content\/ommen-3rd-public-talk-8th-august-1938 Terceira Palestra em Ommen, Holanda Estive tentando explicar qual \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o interna correta para a pessoa ser ela mesma verdadeiramente; que enquanto existir o mecanismo de forma\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos, a pessoa n\u00e3o pode ser ela mesma, mesmo considerando que ele (o h\u00e1bito) seja bom. 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