{"id":1205,"date":"2022-12-18T11:59:41","date_gmt":"2022-12-18T11:59:41","guid":{"rendered":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=1205"},"modified":"2022-12-18T12:00:13","modified_gmt":"2022-12-18T12:00:13","slug":"10-08-1937","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/krishnamurtitextos.com.br\/?page_id=1205","title":{"rendered":"10\/08\/1937"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"1205\" class=\"elementor elementor-1205\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-68734190 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"68734190\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-74c86532\" data-id=\"74c86532\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5f16c7af elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5f16c7af\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/jkrishnamurti.org\/content\/ommen-8th-public-talk-10th-august-1937\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #0000ff;\">https:\/\/jkrishnamurti.org\/content\/ommen-8th-public-talk-10th-august-1937<\/span><\/a><\/p><p style=\"text-align: center;\"><strong>Oitava Palestra em Ommen, Holanda<\/strong><\/p><p>O \u00f3dio n\u00e3o \u00e9 dissolvido pela experi\u00eancia, nem por qualquer acumula\u00e7\u00e3o de virtude, nem pode ser superado pela pr\u00e1tica do amor. Tudo isso apenas encobre o medo, o \u00f3dio. Esteja consciente disso, e ent\u00e3o haver\u00e1 uma tremenda transforma\u00e7\u00e3o em sua vida.<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Que rela\u00e7\u00e3o tem a ilus\u00e3o deste desenvolvimento psicol\u00f3gico com o desenvolvimento que vemos a nossa volta?<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Vemos que aquilo que \u00e9 capaz de desenvolvimento n\u00e3o \u00e9 duradouro. Mas em rela\u00e7\u00e3o ao nosso desenvolvimento psicol\u00f3gico, n\u00f3s nos apegamos como algo permanente. Se sent\u00edssemos profundamente e, assim, estiv\u00e9ssemos conscientes de que todas as coisas est\u00e3o em cont\u00ednua mudan\u00e7a, em constante se tornar, ent\u00e3o, talvez, f\u00f4ssemos capazes de nos libertar do conflito que existe em n\u00f3s e, consequentemente com o vizinho, com a sociedade.<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Parece-me que eu n\u00e3o posso pular do \u00f3dio para o amor, mas eu posso transformar minha antipatia lentamente em um sentimento de compreens\u00e3o e gosto.<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: N\u00f3s n\u00e3o podemos limpar a mente do condicionamento passado e come\u00e7ar novamente, mas podemos estar conscientes daquilo que sustenta o medo, o \u00f3dio. Podemos estar conscientes das causas psicol\u00f3gicas e rea\u00e7\u00f5es que nos impedem de agir integralmente. O passado nos domina com suas cren\u00e7as, esperan\u00e7as, medos, conclus\u00f5es, mem\u00f3rias \u2013 isso nos impede da a\u00e7\u00e3o integral. N\u00e3o podemos varrer o passado, pois, em sua ess\u00eancia, a mente pertence ao passado. Mas estando consciente das acumula\u00e7\u00f5es do passado e de seu efeito no presente, poderemos come\u00e7ar a nos libertar sem viol\u00eancia daqueles valores que mutilam a mente e o cora\u00e7\u00e3o.<\/p><p>O passado com suas influ\u00eancias dominantes, medos, \u00e9 um problema cr\u00edtico para voc\u00ea pessoalmente?<\/p><p>A vida como ela \u00e9, gerando guerras, \u00f3dios, divis\u00f5es, privando de unidade \u2013 isso \u00e9 um problema para voc\u00ea? Se for, ent\u00e3o, voc\u00ea como parte dela s\u00f3 a compreender\u00e1 atrav\u00e9s de seus pr\u00f3prios sofrimentos, ambi\u00e7\u00f5es, medos. O mundo \u00e9 voc\u00ea, e o problema dele \u00e9 seu problema pessoal. Se for um problema cr\u00edtico, como espero que seja para cada um de voc\u00eas, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o escapar\u00e1 por meio de teorias, explica\u00e7\u00f5es, \u201cfatos\u201d, ilus\u00f5es. Mas isso requer grande vigil\u00e2ncia \u2013 deve-se estar intensamente c\u00f4nscio \u2013 e preferimos o caminho mais f\u00e1cil, o caminho da fuga. Como voc\u00ea pode resolver esse problema se sua mente e cora\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo desviados dele?<\/p><p>Eu n\u00e3o afirmo que esse problema \u00e9 simples. Ele \u00e9 complexo. Assim, voc\u00ea deve dedicar sua mente e cora\u00e7\u00e3o a ele. Mas como dedicar todo o seu ser se voc\u00ea foge dele, se voc\u00ea se desvia por meio de v\u00e1rias fugas que a mente estabeleceu para si mesma?<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Mas n\u00f3s n\u00e3o vemos isso no momento da fuga.<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Estamos tentando compreender a n\u00f3s mesmos, abrir os cantos ocultos da mente, ver as diversas sa\u00eddas, de modo que, espontaneamente, poderemos encarar a vida profunda e plenamente. Qualquer meio de dominar um h\u00e1bito com outro \u2013 dominar o \u00f3dio com a virtude \u2013 \u00e9 uma substitui\u00e7\u00e3o, e o cultivo de opostos n\u00e3o suprime aquelas qualidades de que queremos nos livrar. Temos que perceber o \u00f3dio, n\u00e3o como a ant\u00edtese do amor, mas como nocivo em si mesmo, um mal.<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Voc\u00ea n\u00e3o acha que podemos ver as diferentes fugas? Podemos ver que o \u00f3dio \u00e9 nocivo, e ao mesmo tempo sabemos que seguimos com ele. Mas acho que, se o compreend\u00eassemos plenamente, a\u00ed \u00edamos querer largar tudo \u2013 casa, esposa, tudo; devemos nos cumprimentar e dizer adeus e ir para um campo de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: N\u00e3o pense nas consequ\u00eancias de ficar livre do \u00f3dio, mas considere se voc\u00ea pode se libertar dele. Voc\u00ea diz para si mesmo que \u00e9 incapaz de se livrar do \u00f3dio?<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: N\u00f3s s\u00f3 podemos tentar; n\u00e3o sabemos.<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Por que voc\u00ea afirma que n\u00e3o sabe?<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Porque n\u00e3o \u00e9 nosso problema atual.<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Embora o \u00f3dio exista no mundo, em voc\u00ea e a sua volta, voc\u00ea ainda diz que ele n\u00e3o \u00e9 um problema cr\u00edtico para voc\u00ea. Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 consciente dele. Por que n\u00e3o est\u00e1 consciente dele? Ou voc\u00ea est\u00e1 livre dele ou se defendeu tanto, se protegeu t\u00e3o astutamente, que voc\u00ea n\u00e3o tem medo, nem \u00f3dio, pois est\u00e1 certo de sua pr\u00f3pria seguran\u00e7a.<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: N\u00f3s n\u00e3o sentimos \u00f3dio nesse momento.<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Quando voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 aqui, ent\u00e3o voc\u00ea sente, ent\u00e3o ele \u00e9 um problema para voc\u00ea. Aqui voc\u00ea escapou dele momentaneamente, mas o problema ainda existe. Voc\u00ea n\u00e3o pode fugir dele, aqui ou em qualquer outro lugar; ele \u00e9 um problema para voc\u00ea, queira voc\u00ea ou n\u00e3o. Embora seja um problema, voc\u00ea o colocou de lado, se tornou inconsciente dele. E, por isso, voc\u00ea diz que n\u00e3o sabe como agir\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a ele.<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Muitas vezes n\u00f3s desejamos que a pr\u00f3pria vida agisse diretamente e afastasse aquelas coisas que estimamos embora saibamos de sua inutilidade. Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma fuga?<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Algumas pessoas parecem aliviadas em tempo de guerra. Elas n\u00e3o t\u00eam responsabilidades; suas vidas s\u00e3o direcionadas pelo of\u00edcio da guerra. A\u00ed reside uma das principais raz\u00f5es por que a autoridade, temporal ou espiritual, floresce e \u00e9 adorada. A morte \u00e9 prefer\u00edvel \u00e0 vida.<\/p><p>N\u00f3s fomos treinados para considerar que o \u00f3dio \u00e9 inevit\u00e1vel, que devemos passar por esse est\u00e1gio; que \u00e9 parte da heran\u00e7a humana, instinto.<\/p><p>N\u00f3s nos acostumamos a pensar que o \u00f3dio n\u00e3o pode ser eliminado imediatamente, que devemos passar por algum tipo de disciplina para superar o \u00f3dio. Assim, h\u00e1 um processo dual acontecendo dentro de n\u00f3s, viol\u00eancia e paz, \u00f3dio e afei\u00e7\u00e3o, raiva e benevol\u00eancia. Nosso esfor\u00e7o segue na dire\u00e7\u00e3o de atravessar essas duas for\u00e7as separadas, ou dominar uma com a outra, ou se concentrar em uma de modo que a outra desaparecer\u00e1.<\/p><p>Qualquer esfor\u00e7o que voc\u00ea fa\u00e7a para destruir o \u00f3dio com amor \u00e9 in\u00fatil, pois viol\u00eancia, medo se revelam sob outra forma. N\u00f3s temos que ir muito mais profundamente do que a mera disciplina; temos que descobrir por que esta dualidade de \u00f3dio e afei\u00e7\u00e3o existe em n\u00f3s. At\u00e9 este processo dual cessar, o conflito de opostos vai existir.<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Talvez o \u00f3dio n\u00e3o me perten\u00e7a realmente?<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Ent\u00e3o nosso amor \u00e9 muito pobre?<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Essas perguntas s\u00e3o muito reveladoras; elas mostram como a mente est\u00e1 condicionada. Qualquer esfor\u00e7o que a mente fa\u00e7a, deve ser parte daquilo de que ela est\u00e1 tentando fugir.<\/p><p>A mente acha que n\u00e3o paga pelo \u00f3dio, pois descobriu que h\u00e1 muito sofrimento envolvido nele e, assim, ela faz um esfor\u00e7o para se disciplinar, para superar o \u00f3dio com amor, subjugar viol\u00eancia e medo com paz. Tudo isso indica o desejo fundamental de simplesmente fugir do sofrimento; ou seja, se resguardar naquelas virtudes e qualidades que n\u00e3o lhe causar\u00e3o dor, que n\u00e3o causar\u00e3o perturba\u00e7\u00e3o. At\u00e9 esse desejo, esse anseio por seguran\u00e7a autoprotetora cessar, o medo deve continuar com todas as suas consequ\u00eancias. A mente n\u00e3o pode se livrar do medo. Em suas tentativas para faz\u00ea-lo, ela cultiva os opostos, o que \u00e9 parte do pr\u00f3prio medo. Assim a mente se divide, criando em si um processo dual. Todo esfor\u00e7o por parte da mente mant\u00e9m essa dualidade, embora ele possa desenvolver tend\u00eancias, caracter\u00edsticas, virtudes, para superar essa pr\u00f3pria dualidade.<\/p><p><strong>Interrogante<\/strong>: Eu n\u00e3o vejo bem como a mente se dividiu entre amor e \u00f3dio.<\/p><p><strong>Krishnamurti<\/strong>: Existe bem e mal, a luz e a escurid\u00e3o. Luz e escurid\u00e3o n\u00e3o podem existir juntas. Uma destr\u00f3i a outra.<\/p><p>Se luz \u00e9 luz, ent\u00e3o escurid\u00e3o, o mal, deixa de existir. O esfor\u00e7o n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, ele \u00e9, ent\u00e3o, n\u00e3o-existente. Mas n\u00f3s estamos em um estado de esfor\u00e7o cont\u00ednuo porque isso que para n\u00f3s \u00e9 luz, n\u00e3o \u00e9 luz \u2013 \u00e9 apenas a luz, o bem, do intelecto.<\/p><p>Ficamos fazendo esfor\u00e7o constante para superar, adquirir, possuir, nos apegar, nos expandir. H\u00e1 momentos de clareza no meio da confus\u00e3o. Desejamos essa clareza e nos prendemos nela, esperando que dissolva os desejos conflitantes. Esse desejo de clareza, esse desejo de superar uma qualidade com outra, \u00e9 perda de energia; pois o desejo que anseia, o desejo de subjugar, \u00e9 o desejo de sucesso, satisfa\u00e7\u00e3o, o desejo de seguran\u00e7a. Esse desejo deve continuar criando e mantendo o medo, mesmo que afirme buscar a verdade, Deus. Sua clareza \u00e9 a clareza da fuga, da ilus\u00e3o, mas n\u00e3o a clareza da realidade. Quando a vontade se destr\u00f3i espontaneamente, ent\u00e3o surge aquela verdade que est\u00e1 al\u00e9m de todo esfor\u00e7o. Esfor\u00e7o \u00e9 viol\u00eancia, amor e viol\u00eancia n\u00e3o podem existir ao mesmo tempo.<\/p><p>O conflito em que existimos n\u00e3o \u00e9 uma disputa entre bem e mal, entre o ego e o n\u00e3o-ego. A disputa est\u00e1 em nossa pr\u00f3pria dualidade autocriada, entre nossos v\u00e1rios desejos autoprotetores. N\u00e3o pode haver um conflito entre luz e escurid\u00e3o; onde a luz est\u00e1, a escurid\u00e3o n\u00e3o est\u00e1. Enquanto o medo existir, o conflito deve continuar, embora esse medo possa se disfar\u00e7ar sob diferentes nomes. E, como o medo n\u00e3o pode se libertar por meio de coisa alguma, pois todos os seus esfor\u00e7os nascem de sua pr\u00f3pria fonte, deve haver a cessa\u00e7\u00e3o de todas as defesas intelectuais. Essa cessa\u00e7\u00e3o chega, espontaneamente, quando a mente revela a si mesma seu pr\u00f3prio processo. Isso s\u00f3 acontece quando h\u00e1 consci\u00eancia integral, que n\u00e3o \u00e9 o resultado de uma disciplina, ou de um sistema moral ou econ\u00f4mico, ou de coa\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Cada pessoa tem que se tornar consciente do processo da ignor\u00e2ncia, das ilus\u00f5es que criou.<\/p><p>O intelecto n\u00e3o pode tirar voc\u00ea do caos atual, da confus\u00e3o, do sofrimento. A raz\u00e3o tem que se exaurir, n\u00e3o pelo retraimento, mas pela compreens\u00e3o integral e amor da vida.<\/p><p>Quando a raz\u00e3o n\u00e3o tem mais a capacidade de proteg\u00ea-lo pelas explica\u00e7\u00f5es, fugas, conclus\u00f5es l\u00f3gicas, ent\u00e3o, quando h\u00e1 completa vulnerabilidade, total desnudamento de todo o seu ser, surge a chama do amor.<\/p><p>S\u00f3 a verdade pode libertar cada ser do sofrimento e da ignor\u00e2ncia. A verdade n\u00e3o \u00e9 o fim da experi\u00eancia, \u00e9 a pr\u00f3pria vida. Ela n\u00e3o est\u00e1 no amanh\u00e3, n\u00e3o pertence ao tempo. N\u00e3o \u00e9 um resultado, uma aquisi\u00e7\u00e3o, mas a cessa\u00e7\u00e3o do medo, do querer.<\/p><p><strong>10 de agosto de 1937.<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>https:\/\/jkrishnamurti.org\/content\/ommen-8th-public-talk-10th-august-1937 Oitava Palestra em Ommen, Holanda O \u00f3dio n\u00e3o \u00e9 dissolvido pela experi\u00eancia, nem por qualquer acumula\u00e7\u00e3o de virtude, nem pode ser superado pela pr\u00e1tica do amor. Tudo isso apenas encobre o medo, o \u00f3dio. Esteja consciente disso, e ent\u00e3o haver\u00e1 uma tremenda transforma\u00e7\u00e3o em sua vida. 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